Videoperformances destacam interação com o público

iG Minas Gerais | daniel toledo especial para o tempo |

Artista criou ação após sucessivos pedidos para ser fotografado
bianca de sá/divulgação
Artista criou ação após sucessivos pedidos para ser fotografado

Àqueles que, por ventura, ainda não conheçam o trabalho de Ed Marte, a série de videoperformances “Prazer, Ed” serve mesmo como um bom cartão de visitas. Na primeira delas, intitulada “O Casamento” e publicada em fevereiro de 2011, Ed está vestido de noiva e passeia pelo baixo centro da cidade, experimentando um breve flerte com um frequentador da região.

O segundo, “Salão e Barbearia”, lançado em novembro de 2012, acompanha a visita de Ed Marte a um modesto salão masculino, dentro do qual o artista se desfaz da marcante barba que o acompanha. “A ideia era só fazer a barba e filmar, sem qualquer tipo de roteiro. Mas a minha chegada nesse salão acaba desencadeando uma série de acontecimentos, e tudo isso é incorporado à performance”, explica o artista, que afirma a interação com o público como elemento-chave dentro do seu trabalho.

Veio daí, aliás, o mote do terceiro vídeo da série, intitulado “Retratinho com Você”. “Muitas vezes eu saio na rua, usando minhas roupas, e muitas pessoas perguntam ‘Posso tirar uma foto com você?’. Eu não entendia, mas sempre aceitava. Foi aí que tive a ideia de criar um evento a partir dessa ideia”, conta, em referência à performance realizada no Parque Municipal Américo René Gianetti.

“Fui lá para o parque, onde fiquei das 9h às 13h e instalei uma plaquinha onde se lia ‘Tire uma foto com Ed Marte’. Apesar de terem ido alguns amigos, a maioria das pessoas não fazia ideia de quem era Ed Marte, mas se oferecia para tirar foto do mesmo jeito”, conta.

Trajetória. Criados a partir de 2011, os vídeos apresentam o artista em meio a corriqueiras paisagens de Belo Horizonte, quase sempre destacando a sua habilidade no trato com os mais diversos públicos, a quem invariavelmente conquista com bom humor, muita vitalidade e uma alegria genuína e simples que talvez remeta à pequena cidade de Martinho Campos, no interior mineiro, onde Ed nasceu e viveu até os 17 anos.

Chegando a Belo Horizonte, teve uma rápida experiência como vendedor de planos de saúde, mas foi como captador e corretor de imóveis que trabalhou durante seus primeiros anos na capital mineira. “Foi nessa época que comecei a frequentar a cidade, a conhecê-la melhor”, lembra ele. Depois disso, formou-se em comunicação social e arte-educação, assim como em teatro, pelo projeto Arena da Cultura. Participa há muitos anos do projeto Favela é Isso Aí, assim como de outras ações socio-culturais.

Atualmente estuda performance com o artista Wilson de Avelar, no mesmo Arena da Cultura que o formou, além de atuar como arte-educador no projeto Estação Juventude, realizado pela ONG De Peito Aberto junto a jovens e adolescentes que cumprem medidas sócio-educativas.

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