Nem reserva indígena foi poupada

Os índios reclamam também da circulação de veículos dentro da reserva

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
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Em novembro do ano passado, os índios das aldeias Pataxó da reserva Terra Indígena Guarani, localizadas em Carmésia, no Vale do Rio Doce, fecharam a rodovia MG–232, que corta as três aldeias, em protesto contra a redução no volume do rio do Peixe, que passa pelo local.

Não foi a primeira vez que eles impediram a circulação de veículos na estrada, numa tentativa de negociar com a mineradora, responsável pela obra. Os índios reclamam também da circulação de veículos dentro da reserva.

“Até hoje não explicaram nada porque a gente não faz parte do projeto deles”, reclama o cacique da aldeia Imbiruçu, Romildo Alves de Conceição, Txonãg na língua nativa. Ele teme que a redução do volume do rio prejudique a pesca, base da alimentação dos 350 moradores das aldeias.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) diz que não foi comunicada oficialmente sobre os impactos do empreendimento nas aldeias. O órgão diz que, a partir dos relatos dos índios, pode “presumir” que há reflexos nas comunidades, mas não há estudo específico para medir esses impactos.

O órgão diz ainda que solicitou informações ao Ibama, responsável pelo licenciamento do mineroduto, mas não obteve resposta. A Funai ressalta ainda que o rio tem extrema importância para comunidades indígenas, sendo “um local para obtenção de alimentos, água e lazer, possuindo também um valor simbólico tão importante quanto o peixe que fornece”. 

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