Banana Boat erra muito e perde primeiro jogo das quartas de final

Equipe de Uberlândia precisará ter outra postura para vencer o segundo duelo, no próximo sábado, e empatar a série

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Praia Clube chega de vitória sobre o rival Minas Tênis Clube
ALEXANDRE ARRUDA - CBV
Praia Clube chega de vitória sobre o rival Minas Tênis Clube

O Banana Boat-Praia Clube pagou caro por uma atuação inconstante e cheia de erros. No primeiro jogo da quartas de final da Superliga feminina, contra o Sesi-SP, em São Paulo, as mineiras tiveram altos e baixos e perderam a partida por 3 a 1 (19/21, 21/13, 21/13 e 21/19), na manhã deste domingo.

Agora, o time de Uberlândia precisa vencer o segundo jogo da série melhor de três, no sábado, em casa, para empatar o confronto e forçar o terceiro duelo na capital paulista.

A líbero Suelen, do Sesi-SP, foi eleita a melhor em quadra. A levantadora Dani Lins, do time da casa, destacou a agressividade do time. "Sabíamos que teríamos que pressionar o time delas constantemente para sair com a vitória. Começamos a fazer o nosso jogo de acordo com a armação de jogada do Praia e deu certo. Aproveitamos os erros que foram cometidos do outro lado. Contra o Praia, sempre fazemos jogos complicado e desta vez não foi diferente. Agora é tentar vencer fora de casa, onde sempre é difícil", comenta.

Uma das dificuldades que o Praia teria que superar era a ausência da ponta cubana Herrera, que passou por uma artroscopia durante a semana. A jogadora, que possui grande potencial de ataque, fez muita falta e ainda é dúvida para o jogo de volta.

O primeiro set foi bastante equilibrado, com as duas equipes trocando pontos e se alternando na frente do placar, por vantagem mínima. Na reta final, com importantes pontos de saque e bloqueio, o Praia saiu na frente.

O bom ritmo apresentado na etapa de abertura pelas mineiras ficou pelo caminho no set seguinte. Foram muitos erros, em sequência, que fizeram o Sesi-SP jogar de forma confortável e deixaram o técnico Spencer Lee bastante incomodado.

Com grande importância na rodagem do time, a levantadora Juliana Carrijo esteve longe de seu potencial, errando muito na armação de jogadas e cometendo erros bobos, como dois toques, por repetidas vezes. Sua insegurança foi facilmente notada e tentou ser corrigida, de todas as formas, pelo treinador.

Vendo que não era dia de Carrijo, Spencer Lee tentou usar a terceira levantadora do elenco, Laura, como alternativa. A jovem atleta pareceu ter sentido o peso de atuar em jogo de grande importância e também cometeu erros de dois toques, dando pontos de graça para as adversárias.

A levantadora reserva Camila Torquette, recém-operada, desfalca o time.

Uma das opções buscadas pelo treinador foi a entrada da norte-americana Kimberly Glass. Apesar de todo o esforço, a atleta ainda sentiu a falta de ritmo, por estar de volta às quadras há poucas semanas, após lesão no tornozelo.

Tendo o terceiro set como momento de se reeguer na partida, o Praia continuou com dificuldades nos passes e nas viradas de bola. "Não dá para ser pior do que está", chegou a reclamar Spencer Lee em um dos pedidos de tempo, onde deixou clara sua irritação com a atuação da equipe, muito abaixo do esperado.

Ao todo, foram 12 pontos dados pelo Praia ao Sesi, que deixaram as paulistas na frente do placar. No último lance do set, Laura ganhou nova oportunidade, mas cometeu novo erro em dois toques, mostrando que o dia não era das mineiras.

No quarto set, as falhas das visitantes diminuíram bastante e colocaram o Praia de volta no jogo. O Sesi-SP continou agressivo e não se incomodou com a evolução das adversárias. Spencer Lee tentou mudar o panorama, com as entradas da ponta Isabela e da central Letigia Hage. Um time mais equilibrado esteve em quadra, mas pequenos erros, nos momentos decisivos, foram determinantes para a vitória das donas da casa, que estão a apenas um triunfo das semifinais.

Ao Praia, resta treinar bastante, consertar os erros e esperar uma postura bastante diferente para tentar vencer e forçar o terceiro duelo.