Jogo para retomar confiança

Decepção pelo empate contra o Defensor ainda vive, mas grupo terá que dar a volta por cima

iG Minas Gerais | Bruno Trindade |

Força do grupo. Marcelo Oliveira precisará passar tranquilidade para o elenco nesse momento de pressão causado pela Libertadores
Douglas Magno / O Tempo
Força do grupo. Marcelo Oliveira precisará passar tranquilidade para o elenco nesse momento de pressão causado pela Libertadores

Um grande abalo emocional pode gerar muitos problemas e interferir diretamente nas atividades do dia a dia. Em um meio como o futebol, o tempo é sempre o pior inimigo, pois a resposta precisa ser imediata, já que as cobranças surgem de todos os lados. No caso do Cruzeiro, o empate na Copa Libertadores foi uma grande decepção e impactou desde diretoria e comissão técnica, até jogadores e torcida.

O sofrimento da nação azul com a possibilidade de sucumbir na primeira fase do torneio continental e ver o sonho do tricampeonato ruir vai durar algum tempo e só poderá ser resolvido daqui a duas semanas, quando a Raposa voltará a atuar pela competição Sul-Americana. Enquanto isso, a agremiação estrelada precisa mudar o foco e voltar as suas atenções para o duelo de hoje com o Boa Esporte, às 18h30, em Varginha, pela primeira partida das semifinais do Campeonato Mineiro.

Além de querer chegar à final do Estadual e quebrar a sequência de títulos do Atlético, que busca o tricampeonato, a Raposa quer usar a disputa local para se fortalecer e chegar mais forte para decidir o seu destino na Libertadores. E como evitar que o drama vivido na competição continental não afete o desempenho do time no Campeonato Mineiro?

Segundo o professor adjunto do curso de educação física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Franco Noce, a comissão técnica cinco estrelas precisa criar medidas que ajudem os atletas a superar esse momento de dificuldade para inverter a situação. “A solução que vejo é a comissão técnica entender o perfil do grupo e elencar estratégias eficazes para os jogadores reagirem a essa situação difícil. É preciso motivar os atletas a saírem da zona de conforto, pois a pressão é inerente ao esporte de alto rendimento”, declarou.

Noce considera importante obter bons resultados no Mineiro para trazer tranquilidade e equilíbrio, que ajudariam a diminuir a ansiedade e os erros. “Atitudes positivas do grupo vão fazer com que oportunidades em campo surjam. É necessário que, junto da atitude positiva e de luta dentro de campo, exista frieza e tranquilidade. O atleta fica ansioso durante seu trabalho, se precipita em tomada de decisão e desperdiça oportunidades, por mais aguerrido e técnico que seja, se não houver equilíbrio”, concluiu. (Com Guilherme Guimarães)

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