Lei atesta epidemia de violência contra a mulher no país

iG Minas Gerais |

Práticas machistas só deixarão de existir, segundo especialistas, a partir do momento que a sociedade brasileira admitir suas atitudes dominadoras. “Temos uma cultura e uma forma de sociabilidade pautadas pela violência. Embora o brasileiro não goste de se ver nesse espelho, para mim é muito claro que existe, sim, uma dominação de gênero, uma tentativa de opressão do outro”, afirma a professora Marlise Matos, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

No entanto, ela ressalta que houve evolução. “A Lei Maria da Penha, de 2006, já é um reconhecimento público de que temos uma epidemia de violência contra as mulheres. Com a instituição de políticas públicas para a mulher, começamos a dar um segundo passo”, analisa.

Otimismo. Na avaliação do diretor de operações da Expertise, Rodrigo Cicutti, a análise de situações corriqueiras no país mostra que, de geração para geração, as pessoas têm encarado com mais naturalidade a participação das mulheres na sociedade.

De acordo com ele, a principal mensagem que a pesquisa traz é que o brasileiro está muito mais receptivo ao espaço que as mulheres conquistaram em todos os setores. “E isso significa que estamos em um caminho positivo para uma sociedade mais justa e igualitária”, finaliza. (LM)

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