Militares garantem estabilidade

iG Minas Gerais |

Havana. O conjunto residencial é apenas um exemplo do crescente papel dos militares no plano de Castro para Cuba, e ilustra um conflito central em suas tentativas de abrir a economia sem desmontar a estrutura de poder que ele e seus camaradas vêm construindo há mais de cinco décadas.

Para analistas e ex-autoridades, Castro, em curto prazo, conta com os militares para levar adiante as suas reformas e manter a estabilidade enquanto ele experimenta a liberalização econômica. No entanto, a sua persistente dedicação como antigo soldado ameaça entrincheirar ainda mais uma instituição que muitas vezes minou as reformas que colocam em xeque a sua posição privilegiada.

“Raúl sabe que hoje ele precisa absolutamente da lealdade dos militares”, disse Hal Klepak, um estudioso canadense que observa de perto os militares cubanos. “Eles são os únicos que o seguirão se a reforma tiver êxito, ou se ela falhar.”

Negócios. Como presidente, Raúl Castro acelerou o crescimento do que alguns estudiosos descreveram como uma oligarquia militar. O genro de Raúl, general Luis Alberto Rodríguez, é o principal executivo da companhia holding militar conhecida como GAESA, que controla de 20% a 40% da economia cubana.

Os interesses dos militares proporcionam privilégios nos negócios a alguns escolhidos, especialmente oficiais graduados. “Eles vivem em condições melhores que quase todo mundo em Cuba”, disse Brian Latell, ex-oficial da CIA que trabalhou em Cuba.

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