Ato pedindo a volta da ditadura militar reuniu 70 pessoas em BH

Com discurso semelhante ao dos manifestantes de 1964, maioria dos integrantes do movimento acreditam que a intervenção militar é a única forma de livrar o país da "ameaça comunista"

iG Minas Gerais | RAQUEL GONDIM |

CIDADES : Marcha da Família com Deus BH
FOTO: GUSTAVO BAXTER / O TEMPO 22..03.2014
GUSTAVO BAXTER / O TEMPO 22..03.
CIDADES : Marcha da Família com Deus BH FOTO: GUSTAVO BAXTER / O TEMPO 22..03.2014

Cinco décadas após as Marchas da Família com Deus pela Liberdade, que é considerado o ponta pé inicial para a ditadura militar no Brasil, cerca de 70 pessoas se reuniram nesta tarde em Belo Horizonte em uma reedição do movimento. O ato, que em 1964 atraiu milhares de pessoas pouco dias antes do golpe militar para protestar  contra o então presidente João Goulart, sob o pretexto de haver no Brasil uma “ameaça comunista”, sustenta hoje argumentos parecidos.

Para o grupo que se reuniu hoje em frente à 4ª Cia de Polícia do Exército no Barro Preto, existe uma revolução comunista em curso no país, que precisa ser combatida. “Esse regime que o PT tá querendo implantar, é o que está na Venezuela hoje. Queremos um país livre, sem o estigma do comunismo”, disse o motorista Erico De La Santa. Ele foi à marcha acompanhado do filho Giancarlo, de 18 anos.

O militar da reserva da PM Paulo Augusto de Andrade aproveitou o ato para reunir assinaturas favoráveis a uma intervenção militar no Brasil. Para ele, essa é a única forma de "passar o país a limpo".

Foi possível encontrar na marcha também pessoas com o discurso mais moderado. O jornalista Flávio Orsini, por exemplo, disse que para a maioria dos integrantes da marcha, o voto continua sendo a forma de mudar o Brasil. 

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