Padre é preso após oferecer R$ 20 para garoto de 12 anos por sexo

O caso foi registrado na noite desta sexta-feira (21) no município de Araguari

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Paróquia do padre fica em um bairro próximo ao local onde onde a ocorrência foi registrada
REPRODUÇÃO DO GOOGLE STREET VIEW
Paróquia do padre fica em um bairro próximo ao local onde onde a ocorrência foi registrada

Um padre de 48 anos foi preso na noite desta sexta-feira (21) em Araguari, no Triângulo Mineiro, após um garoto de 12 anos o denunciar por tentativa de abuso sexual. O padre, que atua na paróquia de São Judas Tadeu, teria oferecido R$ 20 para fazer sexo oral no garoto. 

Conforme as informações da Polícia Militar (PM), o caso foi registrado por volta das 21h30, na rua Sebastião Vogado, no bairro Goiás. A mãe da criança procurou a polícia relatando que o filho passava pela rua no caminho de casa e, quando passou em frente à casa do pároco José Maria Pinheiro, foi abordado.

Conforme foi contado pela criança aos policiais, o padre teria dito "quer R$ 20 para eu te chupar?". Assustado, o garoto saiu correndo e, assim que chegou em casa, contou o que houve para a sua mãe. 

Conduzido para a delegacia, o padre alegou já ter visto a vítima, mas apenas passando na porta da sua casa, negando qualquer oferta de dinheiro por sexo. O padre Pinheiro foi preso em flagrante por abuso e encaminhado ao Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia.

Diocese se pronuncia

A Diocese de Uberlândia emitiu uma nota neste sábado (22) tratando sobre a denúncia contra o padre. Veja o texto na íntegra: 

"A Diocese de Uberlândia, na pessoa do seu Bispo Diocesano, Dom Paulo Francisco Machado, vem apresentar nota ao público em geral, com relação aos fatos envolvendo a prisão do Padre José Maria Pinheiro, na cidade de Araguari, nesta Diocese, e que tomou as devidas providencias determinadas pelas leis da Igreja Católica, afastando-o de imediato das suas funções sacerdotais.

A Igreja, Mãe e Mestra, não pode aceitar qualquer tipo de comportamento contrário aos princípios da moral e ética cristãs destinados ao reto modo de viver de todos os seus filhos e filhas, chamados a um contínuo processo de conversão de todo tipo de pecado.

Declaramos ainda que a Igreja não é  responsável por atos particulares de seus membros. Reitera que aquele que infringir a Lei Moral e Cível, sendo maior de idade, é que deve assumir integralmente todas as conseqüências legais de suas ações perante as leis do Estado Brasileiro e da Igreja Católica. Ao clérigo culpado, e tão somente a ele, deve ser imputado o comportamento reprovável que viola não somente o Direito Penal Brasileiro, mas também as leis Eclesiásticas.

Nesse sentido, a Igreja se colocará à disposição da justiça no intuito de esclarecimento de todos os fatos. Ressalta que tomará rigorosamente todas as providências exigidas pela lei canônica e civil para apurar os fatos e se houver culpa, punir o responsável.

Temos consciência de que ao pecador acenamos com o caminho da conversão para acolher o perdão divino. Para o enfermo – não conhecemos os mistérios que cercam tais comportamentos – desejamos oferecer o remédio, mas para o delito almejamos a punição e que seja feita justiça.

Como Pastor de toda a Diocese de Uberlândia, com o coração profundamente ferido, quero dar-lhe voz para suplicar o perdão.

Dom Paulo Francisco Machado"

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