Hugh Laurie leva público ao delírio no Chevrolet Hall

A Coopper Bottom Band somou oito integrantes afiadíssimos, com destaque para a trompetista Elizabeth Lee

iG Minas Gerais | LUDMILA AZEVEDO |

LUCAS HALLEL/DIVULGAÇÃO
undefined

O título dessa resenha não é um exagero. Assim que pisou no palco, com pouquíssimos minutos de atraso (como existe artista que precisa aprender com os britânicos!), Hugh Laurie provocou gritos efusivos: lindo, gostoso, sexy...Entendendo perfeitamente o último, mais universal digamos, mandou seu "boa noite" e "obrigado".

Simpático, o eterno Dr. Gregory House, da série "House" exibida até 2012, além de um grande ator é escritor. Ontem, no Chevrolet Hall, mostrou sua desenvoltura também como cantor e pianista. Mas Laurie foi antes de tudo um performer arrebatador. É difícil as pessoas sacudirem o esqueleto numa apresentação calcada em jazz e blues, porém assim que ele fez a proposta, não houve segurança que conseguisse mandar as pessoas sentarem em seus lugares. Como passou pelo Rio antes, o artista certamente foi introduzido a uma das bebidas mais famosas do Brasil: a cachaça. E se aquele copinho continha ou não a "marvada", não daria para saber. Ao brindar os fãs que ocuparam metade da casa, ele brincou: "Me desculpem! Já disse as duas únicas coisas que sei em português ("boa noite" e "obrigado"). Sou muito britânico, nem inglês falo direito. Sou um ator e agora estou à frente de uma banda. Não sei o que vai acontecer, mas é a melhor banda do mundo".    A Coopper Bottom Band somou oito integrantes afiadíssimos, com destaque para a trompetista Elizabeth Lee. Gentileza de Laurie dizer que são os melhores do mundo, no entanto nas quase duas horas de espetáculo arrancaram merecidos aplausos.    O cenário do show remetia a um cabaré, que foi o fundo perfeito para clássicos como "Come on, Baby, Let The Good Times Roll". O artista arriscou passos de tango em "Kiss on Fire", gravado por Louis Armstrong. No momento final, de celebração coletiva, mandou uma incidental "Satisfaction", dos Rolling Stones. Mas a surpresa veio com "Mas que Nada", de Sérgio Mendes. Quem não havia se rendido ao charme e ao carisma do artista ultra versátil, não pôde mais fazer a linha ranzinza.    De Bessie Smith a Dr. John, Hugh Laurie contemplou o repertório de seus dois ótimo discos, atendeu até mesmo um pedido sem noção, que chegou via bilhetinho era um "Parabéns a Você" para um sujeito chamado Tiago. Ele não perdeu a chance que deveria haver ali, pelo menos outros dez aniversariantes. Não atendeu ao pobre mortal que clamou por  "Louisiana Blues"  e ganhou até um coro solidário. Uma pena, mas mesmo assim, todas as escolhas feitas por ele elevaram a noit

Leia tudo sobre: Hugh LaurieDr. HouseShowMúsicaConcerto