Raiva pode ser um fator de risco para ataques cardíacos

Probabilidade é rara, mas quem tem fatores de risco tem que ficar atento

iG Minas Gerais | Nicholas Bakalar |

Alerta. Pesquisadores combinaram dados de estudos sobre ataques de raiva entre pacientes que tinham sofrido infarto
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Alerta. Pesquisadores combinaram dados de estudos sobre ataques de raiva entre pacientes que tinham sofrido infarto

Nova York, EUA. Se sentindo com raiva a ponto de ter um ataque cardíaco? Saiba que isso pode acontecer de verdade. Uma nova análise descobriu que ataques de raiva podem aumentar de forma significativa o risco de arritmia, angina, derrames e ataques cardíacos.

Para chegar às conclusões, os pesquisadores internacionais combinaram dados de nove estudos sobre ataques de raiva entre pacientes que tinham sofrido ataques cardíacos, derrames e problemas relacionados. A maioria dos estudos usou uma escala de avaliação do sentimento de raiva amplamente aceita e um deles contou com um questionário entregue aos pacientes.

Os estudiosos descobriram que nas duas horas que se seguiram aos ataques de raiva, o risco relativo de ataques de angina e do coração aumentou quase cinco vezes, enquanto que os riscos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico e arritmia cardíaca aumentaram mais de três vezes. As descobertas dos cientistas foram publicadas no periódico científico especializado “The European Heart Journal”.

Raro. Os pesquisadores enfatizaram que a probabilidade real de ter um ataque cardíaco induzido por raiva continua pequena. Entretanto, para as pessoas com outros fatores de risco de doença cardíaca, um aumento no risco pode ser potencialmente perigoso.

O doutor Murray A. Mittleman, autor sênior do estudo e professor adjunto de Medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, afirmou que pouco se sabia sobre as formas de evitar que a raiva desencadeie problemas cardíacos.

“Existe algum tipo de intervenção no comportamento ou por meio de medicamentos que seja eficaz?”, questionou o especialista.

“Foram feitas propostas para esses dois tipos de intervenção, mas precisamos de mais pesquisas e melhor elaboradas”, complementou Mittleman.

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