Rússia já tomou 72 bases militares

Militares ucranianos podem pedir transferência para Forças Armadas da Rússia, diz Vladimir Putin

iG Minas Gerais |

Oficial. Putin assinou o tratado de anexação da Crimeia em cerimônia transmitida em rede nacional
Sergei Chirikov
Oficial. Putin assinou o tratado de anexação da Crimeia em cerimônia transmitida em rede nacional

Kiev, Ucrânia. Autoridades da Crimeia informaram ontem que 72 unidades militares ucranianas instaladas na península passaram a pertencer à Rússia, segundo a agência Interfax. Nos locais, foram realizadas cerimônias com o hino nacional russo e se hasteou a bandeira do país. A incorporação das unidades acontece no mesmo dia em que o presidente Vladimir Putin assinou o tratado de anexação da Crimeia em uma cerimônia transmitida em rede nacional.

Putin ordenou o reconhecimento dos graus militares e da formação acadêmica dos oficiais ucranianos que quisessem integrar as instituições russas. De acordo com a Interfax, eles decidiram continuar prestando serviço nas Forças Armadas da Rússia.

“Isso dará a possibilidade de incorporar o serviço, pelo menos por contrato, até que sejam resolvidas outras formalidades, incluindo a obtenção de cidadania”, disse o presidente.

ACORDO COM UE. Os líderes da União Europeia (UE) assinaram ontem o capítulo político de um acordo de associação com o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk. Com o gesto político de apoio a um governo interino, os 28 membros da UE manifestam aprovação ao país. A UE, no entanto, já advertiu que o acordo não significa que a Ucrânia, que nesta semana abandonou a Comunidade de Estados Independentes (CEI, herdeira da URSS), vá se incorporar no médio prazo ao bloco.

O contrato é o mesmo que o presidente ucraniano destituído Viktor Yanukovich se recusou a assinar em novembro, o que provocou uma onda de protestos que conduziram à crise atual.

“É um momento importante”, indicou no Twitter o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. “Simboliza a importância das relações e as levará mais longe.” Com a assinatura, a UE espera enviar “um sinal concreto da solidariedade europeia com a Ucrânia”.

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