CBV divulga alterações no ranking para temporada 2014/2015

No feminino, limite de atletas com pontuação máxima cai de três para dois, pontuação total por equipe também foi ampliada

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Praia teve muitas dificuldades dentro de casa contra atuais vice-campeãs da Superliga
JOÃO PIRES - FOTOJUMP - DIVULGAÇÃO
Praia teve muitas dificuldades dentro de casa contra atuais vice-campeãs da Superliga

Reunião realizada nesta semana, entre Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e os clubes participantes da Superliga, definiu algumas mudanças no ranking dos atletas para a temporada 2014/2015. A regra atual serve para limitar o número de jogadores com pontuação máxima por equipe, visando um maior equilíbrio do torneio.

Como de praxe acontece, a entidade deixou a cargo dos clubes a decisão pelas alterações. De toda forma, foram sugeridos alguns pontos, que entraram em votação.

A primeira foi acabar com o ranking e, consequentemente, não haver limitação para contratação de atletas com pontuação máxima (7 pontos) e nem para contratação de estrangeiras. A ideia foi rejeitada pelos clubes.

A segunda foi do ranking ser mantido, mas com limitações apenas na quantidade de atletas de 7 pontos e estrangeiras. Neste caso, não haveria a necessidade da pontuação total por equipe, já que os demais jogadores não precisariam ser pontuados.

A terceira proposta, aprovada pelos clubes, foi manter o modelo de ranking atual. A novidade é que, no feminino, os clubes só poderão contar com duas atletas de 7 pontos e não mais três. Outra mudança acontece na pontuação total por equipe, que passou de 32 para 43 no feminino; e de 32 para 40 por time no masculino.

"Apresentamos aos clubes a proposta de acabar com o ranking, já que esse foi um desejo manifestado por atletas e por alguns clubes. No entanto, os clubes preferiram manter o sistema de ranking atual. Estamos vivendo um novo momento na Superliga. Os clubes definem as regras em conjunto e cabe à CBV cumprir a decisão dos clubes", disse Renato D´Avila, diretor de competições de quadra da CBV,

Apesar da tentativa do ranking equilibrar a competição, os clubes com orçamento mais favorável sempre se beneficiaram e conseguiram montar elencos mais fortes. A situação, para os próximos anos, não deve sofrer alterações. "Quando o ranking foi criado, na temporada 1992/1993, o objetivo foi garantir um equilíbrio entre as equipes. Hoje, acreditamos que a situação é diferente e, por isso, oferecemos aos clubes a possibilidade de acabar com o ranking. Acredito que o equilíbrio se dá muito mais em função dos orçamentos dos clubes do que pela pontuação do ranking", comentou D´Avila. Confira o desdobramento da votação: Votação Feminino MOLICO/NESTLÉ - ter o ranking com limitações de 7 pontos e estrangeiras SÃO CRISTÓVÃO SAÚDE/SÃO CAETANO - ter o ranking com limitações de 7 pontos e estrangeiras UNILEVER - manter o ranking BANANA BOAT/PRAIA CLUBE - manter o ranking DECISÃO ENGENHARIA/MINAS- manter o ranking VÔLEI AMIL - ter o ranking com limitações de 7 pontos e estrangeiras PINHEIROS - manter o ranking BRASILIA VÔLEI - manter o ranking SESI-SP - manter o ranking RESULTADO - 6 X 3 - manter o ranking atual Votação Masculino SÃO BERNARDO VÔLEI - ter o ranking com alterações no atual KAPPESBERG CANOAS - ter o ranking com alterações no atual SESI-SP - ter o ranking com alterações no atual BRASIL KIRIN - manter o ranking atual SADA CRUZEIRO - manter o ranking atual VIVO/MINAS - manter o ranking atual MODA/MARINGÁ - manter o ranking atual RJ VÔLEI - manter o ranking atual RESULTADOS - 5 X 3 - manter o ranking atual