O artista que faz mágica com a bola nos pés: R10 completa 34 anos

Craque e ídolo do Atlético não vive boa fase, mas tem crédito e pode dar mais uma volta por cima

iG Minas Gerais | GABRIEL PAZINI* |

Ronaldinho comemora 34 anos de idade sonhando com o bicampeonato da Libertadores
Reprodução/Twitter
Ronaldinho comemora 34 anos de idade sonhando com o bicampeonato da Libertadores

A eterna arte de nos fazer sorrir com sua magia ao tocar uma bola de futebol. A arte de transformar qualquer dia ruim ou qualquer tristeza em alegria e euforia com um drible, uma jogada incrível, um passe, uma graça, um sorriso. Ronaldinho é o craque que mostra todo o prazer, alegria e amor pelo futebol. Ele é o jogador que te faz sorrir ao vê-lo jogar.

Essas e muitas outras formas são maneiras de se referir ao meia do Atlético, campeão da Copa do Mundo de 2002, melhor jogador do mundo em 2004 e 2005, e um dos maiores nomes da história do futebol, Ronaldinho Gaúcho, que completa 34 anos de vida nesta sexta-feira.

Desde 4 de junho de 2012 no Atlético, o craque conquistou a massa atleticana com grandes jogadas, gols, passes, dribles e exibições. Já considerado um dos maiores jogadores da história do Galo, Ronaldinho elevou o patamar do Atlético, que passou a ter mais destaque na imprensa internacional e vive sua melhor fase nos últimos anos.

É bem verdade que a fase não é boa e Ronaldinho está devendo em 2014, mas pela volta por cima dada no Galo e tudo o que já mostrou no próprio time alvinegro, o meia tem crédito e pode, com toda a certeza, continuar dando alegrias para a torcida alvinegra.

No Galo, Ronaldinho reencontrou o bom futebol e se tornou, senão o maior, um dos maiores jogadores da história do Clube Atlético Mineiro. O meia não é, e nem poderia ser, o gênio dos tempos de Barcelona, do auge de sua carreira, mas, sem sombra de dúvidas, tem mostrado alguns lances geniais de seu imenso repertório. Gols, jogadas de habilidade e atuações memoráveis tem marcado a passagem do meia pelo Atlético, passagem esta, coroada com o histórico título da Libertadores.

Aquele jogador que encantou o planeta e segue fazendo os amantes do futebol sorrirem ao vê-lo jogar, está no Atlético. O meia que foi duas vezes o melhor jogador do mundo, está no Atlético.

Carreira

Antes do Atlético, Ronaldinho brilhou com a camisa de outros clubes. Revelado pelo Grêmio, o jogador conquistou o Campeonato Gaúcho - foi o artilheiro da competição - e a Copa Sul, ambos em 1999. Considerado uma das grandes promessas do futebol brasileiro após brilhar nas conquistas do Mundial Sub-17, em 1997, e da Copa América, em 1999, ambos com a seleção brasileira; o craque se transferiu, em 2001, para o Paris Saint-Germain-FRA. Além disso, o meia foi o artilheiro e melhor jogador da Copa das Confederações de 1999, onde o Brasil foi vice-campeão do torneio.

Começo de caminhada na Europa e brilho na Copa da Ásia

Na equipe francesa, Ronaldinho conquistou a Copa Intertoto, da Uefa, logo em seu primeiro ano no time. Na temporada seguinte, o jogador conquistou a maior glória de sua carreira. Sendo protagonista ao lado de Rivaldo e Ronaldo, o então camisa 11 da seleção brasileira conquistou a Copa do Mundo de 2002, disputada no Japão e na Coreia do Sul. Na conquista, R10 imortalizou-se com o gol antológico contra a Inglaterra, nas quartas de finais, gol que até hoje rende discussões de se foi ou não acidental ou planejado. Vital na conquista do mundo, o craque entrou para a seleção da Copa.

Eternizado no Barcelona

Depois de brilhar na Copa do Mundo, veio, em 2003, a transferência que mudaria o patamar da carreira de Ronaldinho para sempre. Pela bagatela de 21 milhões de euros, o Barcelona comprou o passe Ronaldinho junto ao PSG.

No Barça, ele fez de tudo. O meia conquistou a Liga dos Campeões da Europa, duas vezes o Campeonato Espanhol e duas vezes a Supercopa da Espanha. O craque ganhou inúmeros prêmios individuais de melhor jogador, entre eles, o Ballon d'Or, em 2005, e o prêmio da Fifa de melhor jogador do mundo, em 2004 e 2005.

Idolatrado pela torcida e mídia internacional, Ronaldinho não conquistou apenas títulos e prêmios. O meia passou a ser considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos, surgindo inclusive comparações com Pelé e Maradona. Além disso, Ronaldinho imortalizou lances e gols, como os dois tentos em arrancadas contra o Real Madrid, o gol contra o Chelsea pelas oitavas de finais da Uefa Champions League, na temporada 2004/05, e vários outros. O meia ainda foi aplaudido de pé pelos torcedores do Real Madrid, em pleno Santiago Bernabéu, em uma vitória categórica do Barcelona por 3x0 sobre o rival com grande atuação de Ronaldinho.

Brilho, decepção e esperança com a seleção brasileira

Durante sua passagem pelo Barcelona, o meia também brilhou na seleção brasileira, conquistando a Copa das Confederações, em 2005, e formando o famoso quarteto mágico do time canarinho com Kaká, Adriano (Robinho) e Ronaldo. A seleção brasileira apresentava um futebol muito bonito, com Ronaldinho como maestro, e surgiu como a grande favorita ao título da Copa do Mundo de 2006, que foi disputada na Alemanha.

No entanto, o Brasil acabou decepcionando no Mundial muito em função de uma preparação equivocada na Suíça, e foi eliminado nas quartas de finais, após uma derrota por 1x0 para a França, com atuação magistral de Zinedine Zidane. Depois da Copa de 2006, Dunga assumiu a seleção brasileira e Ronaldinho participou - sem brilho - do time que conquistou a medalha de bronze nas Olimpíadas de 2008, em Pequim. O resultado e as atuações do meia decepcionaram, e ele perdeu espaço na equipe de Dunga, não fazendo parte do grupo da Copa do Mundo de 2010.

Após a Copa, com os técnicos Mano Menezes e Felipão, o jogador voltou a ter espaço e oportunidades na seleção, graças às atuações de destaque com a camisa do Atlético. Mantendo as boas exibições no Galo, espera-se que Ronaldinho esteja presente no grupo que disputará a Copa de 2014, que será jogada no Brasil.

Saída do Barcelona, e passagens apagadas no Milan e Flamengo

Voltando ao Barcelona, como diz o ditado "nem tudo dura para sempre", e em 2008, após uma temporada cheia de lesões e problemas com a comissão técnica, Ronaldinho deixou o Barcelona - que vivia fase de renovação, com o surgimento do time que é conhecido hoje, formado por Messi e companhia - e se juntou ao Milan. Apesar da saída um tanto conturbada, o Barcelona é publicamente grato por tudo que Ronaldinho conquistou e proporcionou ao time, e o meia é considerado um dos maiores jogadores da história do clube.

No time italiano, Ronaldinho usou a camisa 80, em homenagem ao seu ano de nascimento (1980), já que o meia holandês Clarence Seedorf - atualmente no Botafogo -, já utilizava a camisa 10 do clube. No entanto, o meia não repetiu a magia no clube rossonero e, em janeiro de 2011, deixou o Milan para se juntar ao Flamengo.

No Fla, Ronaldinho começou com boas atuações, conquistando os títulos da Taça Guanabara, Taça Rio e Campeonato Carioca. No entanto, o meia não conseguiu apresentar o futebol esperado, tendo apenas alguns lampejos em uma partida ou outra e, após problemas com a diretoria e comissão técnica, deixou o clube carioca para se juntar ao Atlético em 2012.

*Com supervisão de Leandro Cabido

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