Ucrânia assina parte de novo acordo econômico com União Europeia

A UE já propôs conceder ao país os benefícios comerciais do acordo - eliminação de tarifas na maior parte das exportações ucranianas para o bloco

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Yatsenyuk, de 39 anos, é um ex-banqueiro milionário que já atuou como ministro da Economia e das Finanças antes de Yanukovich assumir a Presidência, em 2010
Divulgação
Yatsenyuk, de 39 anos, é um ex-banqueiro milionário que já atuou como ministro da Economia e das Finanças antes de Yanukovich assumir a Presidência, em 2010

A União Europeia (UE) e a Ucrânia assinaram nesta sexta-feira (21) parte de um amplo acordo político e econômico, em meio à escalada das tensões entre Ocidente e Rússia. No segundo dia de uma cúpula de líderes da UE em Bruxelas, o primeiro-ministro da Ucrânia, Viktor Yatsenyuk, e líderes europeus assinaram várias seções do acordo que preveem maior diálogo político e cooperação em segurança.

Mas as partes mais substanciais - abrangendo comércio, aplicação da lei, medidas de combate à corrupção e macroeconomia - provavelmente não serão assinadas até a Ucrânia realizar eleições, em maio.

A UE já propôs conceder à Ucrânia os benefícios comerciais do acordo - eliminação de tarifas na maior parte das exportações ucranianas para o bloco - antes de ele ser assinado. Essas etapas buscam apoiar a economia da Ucrânia e o frágil governo de transição, meses após o ex-presidente Viktor Yanukovich, sob pressão da Rússia, ter se recusado a assinar o documento.

A decisão provocou protestos, confrontos violentos com a polícia ucraniana e acabou tirando Yanukovich do cargo. "Este acordo satisfaz as aspirações de milhões de ucranianos que querem fazer parte da União Europeia", disse Yatsenyuk na cerimônia de assinatura.

Líderes da UE também concordaram em antecipar a data-limite para finalizar acordos políticos e comerciais com a Geórgia e a Moldávia. Antes, a previsão de assinatura desses acordos, que estreitam os laços dos dois países com o bloco, estava prevista para agosto.

A medida foi tomada por preocupações europeias de que a Rússia aumentará a pressão sobre as duas nações para abandonar a negociação com a UE, como fez com a Ucrânia no ano passado.

No início da manhã de sexta-feira, a UE aprovou uma nova lista de sanções a alvos russos, incluindo membros da equipe de governo do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Os novos nomes serão acrescentados a uma lista de 21 russos e crimenianos que já haviam sido alvo de impedimento de viagens ou congelamento de ativos.

Os novos alvos de sanções da UE, que serão identificados ainda nesta sexta-feira, são todos russos e não incluem empresários, de acordo com uma fonte que teve acesso à lista.   

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