Governo tenta proteger Dilma

iG Minas Gerais |

Brasília. O governo federal montou uma ofensiva para rebater a exploração, pela oposição, das denúncias envolvendo a compra, pela Petrobras, da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. O Palácio do Planalto preparou um relatório que sustenta que a decisão foi tomada em um colegiado, do qual a presidente Dilma Rousseff fazia parte, com base em um resumo. Já o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) telefonou, ontem, para o líder do PT, deputado Vicentinho (SP), para municiá-lo com informações técnicas para embasar o discurso que o petista fez, na tarde desta quinta-feira, no plenário da Câmara.

O Palácio Planalto insistiu que a compra da refinaria Pasadena foi feita com base em documento incompleto de uma diretoria da Petrobras. Segundo relatório preliminar preparado pelo Planalto, a decisão do conselho administrativo da Petrobras, do qual a presidente Dilma Rousseff fazia parte, foi tomada por unanimidade “nos termos do resumo executivo”.

Com isso, a Presidência tenta dividir a responsabilidade de Dilma – que era a presidente do conselho – com outros membros do colegiado, incluindo empresários e executivos importantes, como Jorge Gerdau, do Grupo Gerdau, Fábio Barbosa, do Grupo Abril, e Cláudio Haddad, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec). O Planalto diz ainda que a diretoria da Petrobras poderia ter barrado o negócio, mesmo com a aprovação do conselho.

Outra preocupação do Planalto é mostrar que a presidente não avalizaria o negócio se conhecesse as cláusulas Marlim e Put Option, consideradas muito prejudiciais à empresa estatal brasileira.

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