A voz Celeste

iG Minas Gerais |

Estive na Toca da Raposa e estava analisando o elenco celeste e contando quantos jogadores subiram da base para o profissional. Fiquei impressionado. Tenho certeza de que no Brasil, nos últimos anos, nenhum clube teve um trabalho de base tão valorizado como o maior de Minas. Contei dez jogadores: Elisson, Jonatas e Rafael (goleiros), Mayke, Alex, Wallace, Eurico, Alisson, Elber e Lucas Silva. Fora Vinícius Araujo, que foi para o Valencia. Em dois anos, conseguir subir tantos atletas de qualidade para o profissional é sinônimo de trabalho benfeito. Fazer o atleta em casa é o modo mais fácil e barato que existe. As contratações são caras, e o atleta não tem a identidade com o clube como aquele que é criado na base. Fiz um trabalho a esse respeito e provei que é a saída para os grandes clubes do mundo: fazer atletas na base ou em pouco tempo todos vão quebrar. Avacoelhada

O Coelhão está acostumado a enfrentar clubes com grandes torcidas. Sem temer a quantidade do público adversário, disponibilizou 12 mil ingressos para o visitante no confronto do próximo domingo, às 16h, contra o Atlético, no Independência. Jogador que sentir pressão de torcedor está fadado ao fracasso. Nacional, do Paraguai, Tombense e o próprio time americano, durante o primeiro tempo do último clássico, demonstraram que comprometimento, atitude vencedora e postura ofensiva dentro de campo superam a vantagem numérica da arquibancada. A influência da maior torcida sobre a arbitragem é mais preocupante. Nos últimos 14 anos, só dois pênaltis foram apitados a favor do América nas partidas oficiais contra os rivais. Ainda assim, marcados contra o Cruzeiro e por árbitros de outros Estados: Paulo César Oliveira (2000) e Vuaden (2012). A voz da Massa Saudações alvinegras! Admito que eu me enganei completamente. Eu que achava e disse aqui que o Galo, no jogo passado contra o Nacional, pela Libertadores, faria a sua melhor atuação na temporada, errei feio. Na verdade, sem a menor sombra de dúvidas, ele fez foi o pior jogo no ano. Um time completamente confuso, sem inspiração, nenhuma movimentação, erros de passes, e tudo mais de errado que um time pode mostrar. Tudo isso combinado com alteração errada de Autuori, que deveria ter colocado Guilherme quando Fernandinho saiu machucado. Deu no que deu, só um empate, e o desperdício da oportunidade de se classificar antecipadamente. Foi uma noite para esquecer. O Galo continua muito perto da classificação, mas é preciso que comissão técnica e jogadores se conscientizem de que precisam melhorar urgentemente o nível de atuação. 

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