O lado blues do Dr. House

Ancorado pelo sucesso da televisão, Hugh Laurie mostra outra faceta em show com sua banda hoje na capital

iG Minas Gerais | Ludmila Azevedo |

Versátil. Acompanhado pela Copper Bottom Band ele lança “Didn’t It Rain”
divulgação/ chevrolet hall
Versátil. Acompanhado pela Copper Bottom Band ele lança “Didn’t It Rain”

Hoje à noite, Hugh Laurie se apresentará no Chevrolet Hall ao lado de sua banda, a Cooper Bottom Band. Mesmo com todo o talento musical e escolhas que passam pela nata de um repertório jazzy e de blues, o show terá uma cota significativa de fãs do Dr. House na plateia. Um tipo que ficou na memória de fãs de séries televisivas.

Laurie personificou com talento, entre 2004 e 2012, um infectologista e nefrologista que se destacou não apenas pela capacidade de elaborar diagnósticos de maneira única. Residente no fictício Princeton Plainsboro Teaching Hospital, Gregory House era extremamente mal-humorado, intolerante e esbanjava misantropia.

Em entrevistas recentes, o ator que possui três Globos de Ouro, dois TCAs, dois Screen Actors Guild, seis indicações para o Emmy e dois discos de estúdio na bagagem diz não se incomodar com quem não se desapega de seu personagem. “Também o amo e sinto como se ele nunca estivesse distante de mim”.

A série acabou abrindo a fresta para que muitos entusiastas descobrissem o lado músico de Laurie. A jornalista Carolina Godoi também estava entusiasmada com a apresentação do artista em Belo Horizonte. “O estilo musical dele me agrada bastante. Na série, em vários momentos, ele tocava piano. Por mais que fosse bem pouquinho, esse lado despertou a minha curiosidade. Porém, além do preço salgado, a acústica do local não ajuda. É preciso estar muito perto do palco, senão, não funciona”, afirma.

O designer Rodrigo Moreira irá ao show. “Eu assistia à série e, em meados de 2012, tomei susto quando esbarrei com o primeiro disco. É um estilo que ouço muito. Coincidentemente, eu tinha parado de ver ‘House’, mas até retomei e fui atrás de filmes que o Hugh Laurie fez. O trabalho dele é completo, muito bem feito”.

Rodrigo acredita, inclusive, que a apresentação possa ter uma dose de performance. “Eu acho que é difícil se desvincular do House, mesmo porque ele carrega muita coisa do personagem, como a inteligência e o humor”, afirma.

A fotógrafa Cláudia Lima nunca viu um episódio sequer de “House”. Será unicamente a música que irá levá-la ao concerto. “Eu tenho os dois discos (‘Let Them Talk’, de 2011) e (‘Didn’t It Rain’, de 2013). Meu namorado ouviu na Irlanda e trouxe o MP3 para o Brasil”, recorda. Doutor quem?

Laurie e a Cooper Bottom Band passaram a fazer parte da trilha sonora do casal, fã de blues e jazz. “Eu comprei o primeiro disco de presente para meu namorado. Ouvimos até furar, depois ele comprou o segundo”, explica.

A notícia da turnê de Hugh Laurie no Brasil, com direito a passagem por Belo Horizonte, foi motivo de comemoração. “Ele canta muito bem, é um ótimo pianista. Tanto nas canções mais agitadas quanto nas mais calmas revela como escolhe bem suas parcerias, sem contar seus vídeos que são lindos. Ele, certamente, deve ser um bom ator também”, brinca a fotógrafa.

Como os demais fãs do ator, músico e personagem, Cláudia Lima achou o preço do show alto, no entanto, encontrou uma solução para não pensar muito nisso. “Estou dando o ingresso de presente de aniversário para o meu namorado. Vai ser um momento de comemoração mesmo. A vinda de Hugh Laurie para nós é bastante especial”, completa.

Agenda

O quê. Hugh Laurie

Onde. Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230,)

Quando. Hoje, 22h

Quanto. R$ 90 a R$450

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave