Servidores da Saúde podem parar a partir de quarta (26)

Greve geral será definida em assembleia nesta segunda-feira (24), às 9h

iG Minas Gerais | Dayse Resende |


Polêmica. 
Agentes dizem que secretária de Gabinete não os recebeu
HEROM DOMINGUES
Polêmica. Agentes dizem que secretária de Gabinete não os recebeu

 

Não são só os agentes de saúde e de combate a endemias que reivindicam melhorias salariais e trabalhistas. Outros profissionais da Saúde ameaçam uma greve geral, a partir de quarta-feira (26). A decisão sobre mais essa paralisação deve sair nesta segunda (24), durante assembleia que acontece em frente à Unidade de Atendimento Imediato (UAI) Sete de Setembro, a partir das 9h. Parte do setor administrativo da prefeitura e a Guarda Patrimonial também podem parar.   O anúncio foi feito pelo presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Betim, Geraldo Teixeira, que critica a falta de diálogo com o governo municipal. “O fato de várias categorias estarem paradas ao mesmo tempo mostra a inércia da prefeitura para negociar”, diz.   Segundo ele, a pauta de reivindicações para os servidores inclui 15% de reajuste, reposição das perdas salariais dos últimos anos, cartão Cesta-Servidor de R$ 350 para todos (hoje ele é concedido para quem ganha até dois salários mínimos), isonomia salarial (equivalência de g<MC0>anhos), convocação de novos concursos públicos e regulamentação do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB).    Teixeira também reclama de corte no adicional de periculosidade para profissionais do almoxarifado da prefeitura e de troca do adicional de insalubridade nas urgências e nas UAIs para adicional de periculosidade. “Estamos regredindo”, diz.    De acordo com o auxiliar de enfermagem Élder Alves Ribeiro, que trabalha na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Cidade Verde, a insatisfação é geral. “Muitos servidores, como eu, trabalham oito horas por dia para ganhar apenas um salário mínimo no fim do mês. Além disso, as equipes estão incompletas e há sobrecarga de trabalho. Diante de toda essa situação, a população é a mais prejudicada”.   A prefeitura não se pronunciou sobre os cortes. No entanto, destacou que as negociações serão realizadas com todas as categorias em conjunto, e não de maneira isolada.  

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