Maduro é acusado de raptar prefeito

Outro líder municipal foi condenado por não impedir barricadas de protesto

iG Minas Gerais |

Insatisfação. Estudantes enfrentam policiais durante manifestação contra o governo de Maduro
Esteban Felix
Insatisfação. Estudantes enfrentam policiais durante manifestação contra o governo de Maduro

Caracas, Venezuela. A aliança de oposição da Venezuela acusou ontem o governo de Nicolás Maduro de sequestrar o prefeito de San Cristóbal, Daniel Ceballos, detido por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), e exigiu sua libertação. Ceballos foi preso em um hotel em El Rosal, em Caracas, onde participaria de uma reunião de líderes locais.

O ministro das Relações Interiores, Justiça e Paz, Miguel Rodríguez Torres, emitiu um mandado de prisão contra o prefeito sob acusação de rebelião civil e conspiração. San Cristóbal, capital do Estado de Táchira, foi o berço das manifestações.

A esposa de Ceballos, Patricia Gutierrez, denunciou pelo Twitter que a detenção ocorreu apesar de os juízes de Táchira se recusarem a assinar a ordem de prisão. Graças a isso, a aliança de oposição MUD da Venezuela acusou ontem o governo de Nicolás Maduro de sequestrar Ceballos.

“Exigimos imediatamente a libertação de Daniel Ceballos e uma explicação pública e real. Este sequestro só demonstra que estamos diante de um governo que está longe de se comportar como um governo que respeita os direitos humanos”, afirmou a MUD em comunicado.

PRESO POR PROTESTO. O posicionamento da aliança de oposição aconteceu minutos antes que outro prefeito, o do município de San Diego no Estado de Valencia, Vicencio Scarano, fosse condenado pelo Tribunal Superior de Justiça (TSJ) a dez meses e 15 dias de prisão por não acatar uma sentença que o obrigava a impedir a colocação de barricadas de protesto contra o governo. Ele ainda foi afastado do cargo por desacato.

O réu sofreu uma crise hipertensiva durante a audiência e teve que ser atendido por médicos. Cerca de 40 prefeitos foram à audiência no Supremo Tribunal em apoio a Scarano, mas não foram autorizados a entrar.

CHAMADO. Mesmo preso, o ex-prefeito e dirigente do partido opositor Vontade Popular, Leopoldo López, convocou a população na quarta-feira para sair às ruas em todo o país amanhã.

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