CBV muda ranking de atletas e responde Jacqueline

Entidade explicou que foi dada aos clubes a decisão sobre como seria a composição do ranking na modalidade

iG Minas Gerais | Agência Estado |

Ponteira usou as redes sociais para reclamar do novo sistema do ranking da CBV
Reprodução Twitter
Ponteira usou as redes sociais para reclamar do novo sistema do ranking da CBV

Dois dias depois de a oposto Jaqueline ter iniciado uma campanha contra as mudanças no ranking de atletas da CBV, a Confederação Brasileira de Vôlei oficializou, nesta quinta-feira, as novidades. E, numa atitude inédita, publicou como votaram cada um dos clubes da Superliga. O Molico/Nestlé, time de Jaqueline, votou a favor da mudança que começa a valer na próxima temporada e que prejudica especialmente a jogadora. De acordo com a CBV, uma reunião em São Paulo reuniu os gestores dos clubes da Superliga Masculina e Feminina. A eles foram expostas três possibilidades: acabar com o ranking; acabar parcialmente com o ranking, mas criar um limite para atletas de pontuação mais alta (sete pontos); ou manter o ranking e limitar o número de atletas de ranking máximo a dois por clube - atualmente são três. No masculino nada muda, mas no feminino os clubes optaram pela terceira opção. Em contrapartida, a pontuação total por equipe passou de 32 para 43 no feminino e de 32 para 40 por time no masculino. Assim, os clubes podem ter um número maior de atletas de alto nível, ainda que tenham menos estrelas. “Apresentamos aos clubes a proposta de acabar com o ranking, já que esse foi um desejo manifestado por atletas e por alguns clubes à CBV. No entanto, os clubes preferiram manter o sistema de ranking atual. Estamos vivendo um novo momento na Superliga. Os clubes definem as regras em conjunto e cabe à CBV cumprir a decisão dos clubes”, explicou o diretor de competições de quadra da CBV, Renato D´Ávila. Na terça, depois da decisão ser tomada pelos clubes, Jaqueline reclamou pelo Twitter: "Meu Deus, onde vou jogar? O que vou fazer na próxima temporada? Somente duas atletas de sete pontos por equipe! E eu sou uma delas. Acabaram comigo, e olhe que eu nem joguei essa temporada. Defendi o meu país com unhas e dentes e agora não sei o que fazer", reclamou. Jaqueline reclama de ter recebido sete pontos no ranking que também foi divulgado nesta quinta. Como ficou sem jogar, acreditava que poderia ter perdido pontos - o que abriria portas para ela. Se tivesse fechado com um clube estrangeiro, por exemplo, e voltasse ao Brasil para a próxima temporada, ela teria pontuação zerada. Jogadores com Murilo (seu marido), Gustavo (cunhado) e Lipe saíram em defesa de Jaqueline nas redes sociais. Outros diversos atletas também passaram a utilizar a hashtag #nãoaoranking, criticando a CBV. Pelo novo ranking, são oito as jogadoras de sete pontos: Dani Lins, Fabiana (ambas do Sesi), Fê Garay (atualmente na Turquia), Jaqueline, Sheilla, Thaisa (todos do Osasco), Natália e Tandara (Vôlei Amil). O Unilever, que dividiu com o Osasco a hegemonia do vôlei feminino nos últimos anos, não tem nenhuma atleta de sete pontos. A búlgara Sarah Pavan, do time carioca, foi "rebaixada" e hoje vale seis pontos. Assim, Sheilla, Thaisa ou Jaqueline precisariam deixar Osasco para jogar num outro clube. Dos que têm maior orçamento, só o Rio tem vaga atualmente. Mas Jaqueline acabou ter um filho com Murilo e o time carioca, o RJ Vôlei, passa por grave crise financeira.  No masculino, Murilo não tem do que reclamar. Capitão da seleção brasileira, ele foi rebaixado e está com seis pontos, apenas. Assim, o Sesi fica com três atletas de sete pontos (Lucão, Lucarelli e Sidão) e não precisa se livrar de nenhum. O Sada/Cruzeiro também tem três atletas de ranking máximo: Wallace Willian e Leal. Os outro atletas de sete pontos (Bruninho, Dante, Vissoto e Rapha) jogam fora do País.

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