Barco chega à área onde satélites localizou supostos objetos do avião

O governo da Malásia pediu calma diante das expectativas de ter encontrado qualquer pista sobre o sumiço do voo MH-370

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Um barco norueguês, o St Petersburgo, chegou nesta quinta-feira (20) à região do Oceano Índico onde foram detectados objetos que poderiam pertencer ao desaparecido Boeing 777 da Malaysia Airlines, anunciou o armador Höegh Autoliners.

O governo da Malásia pediu calma diante das expectativas de ter encontrado qualquer pista sobre o sumiço do voo MH-370.

"O barco chegou ao local para participar na busca", declarou à AFP Cecilie Moe, porta-voz da empresa norueguesa.

Segundo outro porta-voz da empresa, Chreistian Dall, a margem de busca nesta quinta-feira, no entanto, é reduzida. "Nesta região, o sol se põe dentro de uma hora mais ou menos", afirmou às 11h (8h de Brasília).

O St Petersburgo, barco de transporte de veículos que seguia para Melbourne, foi desviado a pedido das autoridades australianas para tentar identificar os objetos no mar detectados por satélite no sul do Oceano Índico.

Os satélites mostraram imagens de dois objetos, um deles com 24 metros de comprimento, que podem estar relacionados ao voo MH-370 da Malaysia Airlines, que desapareceu há 12 dias com 239 pessoas a bordo.

Malásia pede cautela

O governo da Malásia pediu cautela diante da descoberta de possíveis destroços do avião da Malaysian Airlines que desapareceu em 8 de março, embora tenha classificado a observação de dois objetos no Oceano Índico de "pista verossímil".

O ministro de Defesa e interino de Transportes, Hishamudin Hussein, disse em entrevista coletiva em Sepang que é preciso se "corroborar e verificar" a informação para não dar "falsas esperanças" às famílias.

Hussein afirmou que quatro aeronaves se dirigem para a área onde as autoridades australianas encontraram a partir de imagens de satélite dois objetos, a cerca de 2.500 km ao sudoeste da cidade australiana de Perth.

As autoridades malaias explicaram que, mesmo que se trate de restos do avião, não sabem quanto tempo demorariam para encontrar a caixa-preta do aparelho, que contém a informação necessária para explicar o ocorrido.

Segundo o ministro de Defesa, se os destroços avistados pertencerem ao MH-370, serão consultados os investigadores do voo da Air France que caiu no Oceano Atlântico em 2009, devido às condições similares do mar.

Hussein disse que as autoridades estão fazendo todo o possível para informar as famílias dos passageiros, mas, no entanto, "a informação que mais desejam saber não a temos: a localização do MH-370", afirmou.

O avião Boeing 777-200 desapareceu do radar 40 minutos após decolar de Kuala Lumpur com 239 pessoas a bordo, entre elas 154 cidadãos chineses, quando se desviou de sua rota, que iria para Pequim.

Uma equipe internacional procura o aparelho desaparecido em dois corredores, um ao norte e outro ao sul do ponto onde os radares o situaram pela última vez, uma ampla operação que inclui regiões desde a Ásia Central até o oceano Índico.

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