Doença em banheiro público não é comum

Mas cuidados são importantes, como limpar o vaso ou usar protetores

iG Minas Gerais | Andréa Juste |

Alternativa. Funil de silicone medicinal ajuda mulheres em banheiros públicos
DIVULGAÇÃO/OIGIRL
Alternativa. Funil de silicone medicinal ajuda mulheres em banheiros públicos

Usar banheiros públicos não é a atividade favorita de ninguém, principalmente entre as mulheres, que precisam fazer verdadeiros malabarismos para evitar sentar no vaso sanitário na hora de fazer xixi. Além da sujeira presente nesses ambientes, a preocupação das pessoas é com relação a doenças. Entretanto, essa possibilidade de contágio faz mais parte do senso comum do que das comprovações científicas. Os relatos de casos sobre transmissão de doenças dermatológicas e sexualmente transmissíveis (DSTs) em sanitários públicos são raros, segundo o médico infectologista Adelino de Melo Freire Jr., do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte. “As doenças contagiosas transmitidas por contato indireto ocorrem por meio da transferência do microrganismo de um objeto contaminado para um indivíduo suscetível. Assim, as micoses de pele poderiam ser enquadradas nessa situação, mas os riscos são mínimos”, destaca o infectologista José Carlos Serufo, professor adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ou seja, como as DSTs são transmitidas por contato direto, “não há evidências científicas de transmissão pelo uso do vaso sanitário”, diz. De qualquer forma, a estudante de letras Carolina de Oliveira, 23, lança mão de uma espécie de funil próprio para ir ao banheiro. “Em shows e festivais, em que a condição dos banheiros é ainda pior do que de restaurantes ou shoppings, utilizo um aparato de silicone medicinal não poroso que funciona como um funil anatômico, permitindo que eu faça xixi em pé”, conta. Ela passou a usar o “funil” devido à má condição de alguns banheiros. “Certa vez participei de um evento de cinco dias, que durava o dia inteiro. Me recusei a usar o banheiro do local, deixando para usar o da minha casa no fim do dia, e acabei desenvolvendo uma infecção urinária por ter segurado a vontade por tanto tempo”, relata. “A maior parte da bagunça é feita por quem usa o banheiro”, critica. Acidentes. A principal dica na hora de usar um banheiro público é avaliar se a superfície está suja e limpá-la, se possível. Alguns banheiros oferecem até protetores no vaso sanitário, que ajudam a evitar o contato direto. Na tentativa de evitar encostar no vaso, algumas pessoas sobem ou agacham nele – atitude condenada pelos especialistas. “Eles podem se quebrar e causar lesões graves. O risco de ferir-se pela quebra do vaso sanitário é muito maior do que o de aquisição de uma infecção pelo contato”, afirma Freire.

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