Militantes são intimados para explicar ocupação da Câmara

Integrantes do PSOL e do PCB terão que se apresentar à Policia Civil na semana que vem

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

Ocupação. Em agosto do ano passado, a Câmara de Vereadores de Belo Horizonte foi ocupada por movimentos sociais e políticos
ALEX DE JESUS/O TEMPO
Ocupação. Em agosto do ano passado, a Câmara de Vereadores de Belo Horizonte foi ocupada por movimentos sociais e políticos

Membros do PSOL e do PCB são intimados pela Polícia Civil de Minas Gerais a prestar depoimento sobre a ocupação da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) ocorrida em julho do ano passado. Dentre os investigados, que se apresentarão à polícia na próxima semana, está a candidata à prefeitura da capital em 2012, Maria da Consolação (PSOL).

Além de Consolação, Valéria Branco (PSOL) e Roberto Auad (PCB), que atuaram como militantes ou como intermediários nas negociações entre os manifestantes e os vereadores, são investigados por depredação do patrimônio público.

Para Consolação, o chamado para a oitiva tem a função de intimidação, já que existe a possibilidade novos protestos acontecerem neste ano devido a realização da Copa do Mundo. “Com a proximidade da Copa, os governos estão se movimentando para criminalizar os movimentos sociais. Participei da ocupação também com o objetivo de dialogar e prevenir excessos e violência. Não faz sentido essa intimação”, criticou.

Candidato a vereador de Belo Horizonte em 2012, Roberto Auad, que também ajudou nas tratativas entre manifestantes e parlamentares, disse não entender o porquê da demora para ser intimado. “Fui chamado para fazer parte da comissão de negociação. Eu tinha espaço para dialogar com todos os lados e estava na minha casa quando fui convocado. Acho estranho que uma oitiva só ser realizada oito meses depois do fato. Geralmente a polícia escuta as pessoas envolvidas mais rápido”, analisou.

Testemunha. O chefe da segurança da Câmara da capital, Gilson Gomes, foi ouvido, ontem, pela Polícia Civil como testemunha. Ele relatou para o delegado João Francisco Barbosa Neto, responsável pelo inquérito, quais os danos que a Casa sofreu.

Cenário

Levante. Previsão. Durante a realização da Copas das Confederações, em 2013, manifestantes em todo o Brasil tomaram as ruas do país para contestar os gastos públicos com a Copa de Mundo e a má qualidade de serviços básicos. A três meses da realização da competição, a expectativas é que os protestos sejam retomados, principalmente nas 12 cidades-sede. Nas redes sociais, principal meio de comunicação dos movimentos sociais que foram às ruas, as movimentações começam a ser organizadas. Tentativa. Uma das alternativas para enfraquecer as possíveis manifestações, a Lei Antiterrorismo, que estava tramitando no Senado, não será votada no primeiro semestre. A matéria poderia tratar manifestantes e grupos sociais como terroristas.

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