Com repúdio às ditaduras

Vencedora do Prêmio Shell, atriz lança crítica à empresa que patrocina a premiação

iG Minas Gerais |

Engajamento. Fernanda Azevedo foi premiada pela atuação em “Morro Como um País – Cenas Sobre a Violência do Estado”
paulo eduardo/ag news
Engajamento. Fernanda Azevedo foi premiada pela atuação em “Morro Como um País – Cenas Sobre a Violência do Estado”

Apontada como melhor atriz na 26ª edição do Prêmio Shell pela peça “Morro como um País – Cenas Sobre a Violência de Estado”, Fernanda Azevedo aproveitou o seu discurso para criticar a empresa que patrocina o evento por ter apoiado a ditadura na Nigéria.

“No início de 1995, o gerente geral da Shell na Nigéria explicou assim o apoio de sua empresa à ditadura militar nesse país: ‘Para uma empresa comercial, que se propõe a realizar investimentos, é necessário um ambiente de estabilidade. As ditaduras oferecem isso’”, disse a atriz, no microfone.

O desabafo foi justificado pelo fato de que, no próximo dia 31 de março, o Brasil vai completar 50 anos do golpe militar. A peça pela qual Fernanda venceu o prêmio trata justamente desse assunto.

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