Mais dois tarados do metrô presos

Técnico em informática e engenheiro foram flagrados na estação da Sé

iG Minas Gerais |

O engenheiro Bruno foi detido após passar a mão em passageira
ALICE VERGUEIRO/FUTURA PRESS/estadão
O engenheiro Bruno foi detido após passar a mão em passageira

SÃO PAULO. Mais dois homens foram presos na manhã de ontem por práticas de atos obscenos contra mulheres na Estação Sé do Metrô de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, um deles filmava com a câmera de um celular as partes íntimas de mulheres e o outro se aproximou por trás e pressionou a genitália da vítima.

Os dois foram enquadrados por importunação ofensiva ao pudor, um crime considerado de menor potencial ofensivo, e seriam liberados ainda ontem.

De acordo com o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, da Divisão Especial de Atendimento ao Turista (Deatur), à qual se subordina a Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), um dos dois acusados é o técnico em informática Bruno Perroni, 24. Segundo a polícia, seria ele quem filmava, por baixo, as mulheres no metrô. Em seu celular, os policiais encontraram a filmagem das coxas de outra mulher.

Na carceragem da Delpom, na Barra Funda, na zona Oeste da capital paulista, Perroni disse que fez as gravações porque tem um “distúrbio na cabeça”. A suspeita da polícia é de que o vídeo depois fosse enviado para a internet, onde proliferam fóruns de discussão e páginas no Facebook - como a ‘Encoxadores’, que tem 12 mil seguidores – incitando esse tipo de crime.

A vítima da ação, a auxiliar administrativa C.S., 25, contou que subia a escada rolante quando o homem colocou o celular sob o seu vestido. “Só percebi que ele tinha me filmado porque os seguranças me perguntaram se eu tinha visto que tinha sido filmada. Estou revoltada, porque meu vestido não é curto, mas mesmo se ele fosse curto, ele não tem o direito de me filmar. ” Ela disse que processará o acusado por danos morais. O outro suspeito é o engenheiro eletricista Eduardo do Nascimento, 26, que teria enfiado a mão por baixo das pernas da vendedora A.B., 33. Ele nega. “Na primeira vez, olhei para trás, para ter certeza, e ele deu um sorrizinho sarcástico. Quando voltei a olhar para a frente, ele novamente passou a mão em mim. Esperei descer do trem e comecei a gritar. Ele subiu a escada rolante falando que eu estava louca.”

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