Torcedores vascaínos são libertados de presídio em Santa Catarina

Eles respondem por tentativa de homicídio qualificado, danos ao patrimônio público e incitação e prática de violência (previsto no Estatuto do Torcedor)

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

SC - BRASILEIRÃO/ATLÉTICO-PR X VASCO/BRIGA - GERAL - Torcedor do Atlético Paranaense é encaminhado para hospital durante o confronto com   torcedores do Vasco nas arquibancadas da Arena Joinville, durante a partida entre as   equipes, válida pela última rodada do Campeonato Brasileiro, em Joinville (SC), neste   domingo (08).   08/12/2013 - Foto: FRANKLIN DE FREITAS/ESTADÃO CONTEÚDO
ESTADÃO CONTEÚDO
SC - BRASILEIRÃO/ATLÉTICO-PR X VASCO/BRIGA - GERAL - Torcedor do Atlético Paranaense é encaminhado para hospital durante o confronto com torcedores do Vasco nas arquibancadas da Arena Joinville, durante a partida entre as equipes, válida pela última rodada do Campeonato Brasileiro, em Joinville (SC), neste domingo (08). 08/12/2013 - Foto: FRANKLIN DE FREITAS/ESTADÃO CONTEÚDO

Leone Mendes da Silva, 23 anos, e Arthur Barcelos de Lima Ferreira, 26, os dois torcedores vascaínos presos após a briga de torcidas na Arena Joinville no dia 8 de dezembro do ano passado, na rodada final do Campeonato Brasileiro durante o jogo entre Vasco e Atlético-PR, foram soltos na tarde desta quarta-feira, após serem ouvidos pela juíza Karen Francis Schubert Reimer, em audiência na 1ª Vara Criminal de Joinville (SC).

Também o promotor de Justiça Marcelo Mengarda participou das três horas de audiência, no Fórum joinvilense. O réu Jonathan Santos, 29, solto no dia 28 de fevereiro, não compareceu. "Como ele não compareceu alegando problemas de saúde e questões de deslocamento, o processo foi rescindido (apenas Leone e Arthur seguem no mesmo) e a juíza ainda pode solicitar nova (prisão) preventiva. Muita gente ainda vai ser ouvida por precatória e depois será definido se haverá júri ou não", comentou o promotor referindo-se à possibilidade deles serem julgados em júri popular.

Os três respondem por tentativa de homicídio qualificado (motivo fútil e emprego de recursos que impossibilitou a defesa da vítima - Estevan Vieira da Silva), danos ao patrimônio público e incitação e prática de violência (previsto no Estatuto do Torcedor). Contra Arthur pesa ainda crimes de roubo (do tênis e da bermuda de Estevan) e lesão corporal de natureza grave.

Outros quatro réus (torcedores do Atlético Parananense) também serão ouvidos em audiência da 1ª Vara Criminal no dia 27. Na esfera esportiva, o Atlético Paranaense solicitou novo aluguel da Arena Joinville para disputar os cinco primeiros jogos da equipe no Brasileirão de 2014. "Foi negado. Em princípio não alugaremos para ninguém de fora, ainda mais para eles depois da briga e de toda a imagem negativa que ficou", revelou o presidente da Fundação Municipal de Esportes, Lazer e Eventos de Joinville (Felej), Fernando Krelling.

As três testemunhas ouvidas na tarde desta quarta-feira foram o delegado da Polícia Civil Douglas Roberto de Cinque e os responsáveis pela prisão dos três acusados no dia da briga, 1º Tenente de Polícia Militar Ademir Scheneckemberg e o soldado Julio Fabio Inácio. Fernando Krelling não foi intimado, mas pode ser ouvido.

Leia tudo sobre: futebol nacionalbrigasvascogigante da colinaatlético-prliberados