Novo reitor da UFMG quer adotar medidas rígidas para coibir trotes

Ele foi empossado na última segunda-feira e assumiu o lugar de Clélio Campolina, que foi para o Ministério de Ciência e Tecnologia

iG Minas Gerais | PEDRO VAZ PEREZ |

Cidades -  Belo Horizonte - Minas Gerais.
Posse do novo reitor Jaime Arturo Ramirez e vice reitora Sandra Goulart Almeida da UFMG. 

Foto: Uarlen Valerio / O Tempo 19.03.2014
UARLEN VALERIO / O TEMPO
Cidades - Belo Horizonte - Minas Gerais. Posse do novo reitor Jaime Arturo Ramirez e vice reitora Sandra Goulart Almeida da UFMG. Foto: Uarlen Valerio / O Tempo 19.03.2014

A criação de comissão interna envolvendo corpos técnicos, professores e alunos para implementação de normas de conduta rígidas para trotes e situações de intolerância, como racismo, sexismo e homofobia é uma das principais ações anunciadas pelo novo reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jaime Arturo Ramírez. Ele foi empossado na última segunda-feira (17), após o antigo reitor da instituição, Clélio Campolina, assumir o Ministério de Ciência e Tecnologia. As medidas, segundo Ramírez, ainda serão discutidas internamente e serão implementadas até o fim do ano.

“Nosso papel é sinalizar à sociedade como um todo  que a UFMG, por ser pública, deve acolher a todos de igual maneira, independente do Estado de origem, do estrato social, da crença religiosa, da cor ou de quem o coração dessa pessoa escolheu para amar. Esse é o papel de uma universidade”, avaliou o reitor.

Já no que diz respeito especificamente à coibição dos trotes, a nova vice-reitora, Sandra Regina Goulart, entende que hoje a UFMG não possui normas  claras no ponto de vista de condutas específicas. “Elas são um pouco vagas. Nossa intenção é ter uma política voltada a essaqs questões para que possamos definir o que é aceitável e o que não é aceitável”, avalia.

Acesso

Outra importante meta da nova reitoria diz respeito à manutenção e ampliação do acesso à alunos vindos do Reuni e do Sisu. “A implantação das cotas é determinação federal e, em 2015, caminharemos para que 37,5% das vagas sejam preenchidas por pessoas egressas da escola pública, respeitando as especificidades da lei, e 50% em 2016”, avalia o reitor.

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