Arbitragem de Sada Cruzeiro e Vivo-Minas virá de fora do Estado

Medida serve para evitar reclamações das equipes em caso de erros durante a partida

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Árbitro mineiro foi bem nos duelos em território canadense e espera por novas oportunidades
DIVULGAÇÃO - FIVB
Árbitro mineiro foi bem nos duelos em território canadense e espera por novas oportunidades

Ao contrário do futebol, a arbitragem no vôlei não costuma ser tão debatida, apesar de poder fazer a diferença para algum dos lados, em caso de dúvidas e erros. A modalidade alcançou um nível de velocidade tão grande que é preciso muita concentração para que lances não passam despercebidos. Em jogos decisivos, qualquer detalhe pode acabar pesando para algum dos lados.

Na semifinal de sábado da Superliga masculina, entre Sada Cruzeiro e Vivo-Minas, no ginásio do Riacho, em Contagem, a responsabilidade de comandar o primeiro jogo da série melhor de três estará nas mãos de Silvio Cardoso (RS) e Sérgio Cantini (RJ).

O responsável pela escolha foi Carlos Rios, o Carlão, presidente da Comissão Brasileira de Arbitragem de Voleibol (COBRAV). O fato de colocar árbitros de fora de Minas Gerais foi uma medida cautelar da entidade. "Fizemos isso para evitar qualquer tipo de interferência ou reclamação. Preferimos esse caminho nas duas semifinais. Quem estará no comando são árbitros do mais alto nível", destaca Carlão, apontando, por exemplo, que Cantini possui totais condições de assumir a arbitragem internacional, apesar de ainda não estar inserido neste quadro.

Na atual temporada, Carlão sentiu um evolução no nível da arbitragem. "Temos trabalhado na padronização da arbitragem, é algo construído ao longo do tempo até termos um contexto refinado. Ano passado tivemos uma série de reclamações e, agora, senti uma melhora significativa. O que mais precisa de atenção, atualmente, não é a parte técnica e sim a parte disciplinar e a questão de interpretação", comenta.

Em relação à primeira opção, ele também assinala com uma importante melhoria, graças à ajuda de jogadores e comissões técnicas. "O comportamento, de uma forma geral, melhorou muito. Tenho que agradecer aos clubes por isso", mostra. Já a interpretação gera dúvidas e reclamações mais constantes. "O dois toques, por exemplo, é um problema que temos, é algo subjetivo, que precisa ser de todos e não de um ou outro. O resultado virá a longo prazo", projeta Carlão. Tecnologia de replay continua de fora

Sem o uso do 'desafio', ferramenta que dá aos clubes o direito de pedir replay de alguns lances, a responsabilidade dos árbitros aumenta ainda mais, precisando mostrar convicção para não perder o controle da partida. Na atual temporada, a repetição do lance acontece somente para os espectadores que acompanham os duelos pela TV.

"O vôlei está ficando muito rápido e os atletas são cada vez mais fortes. A televisão, hoje em dia, pega vários lances que antes não pegava. Isso dificulta ainda mais a vida do árbitro, porque, há alguns anos, você não sabia se uma bola tinha ido para dentro ou para fora. Hoje, a televisão vai lá e mostra o que de fato aconteceu. Isso tem dificultado a vida dos árbitros, mas acho que um bom nível que tem se mantido", comenta Ricardo Picinin, treinador do Minas.

Na final do ano passado, o uso do 'desafio' foi aprovado. Para este ano, o alto custo impediu a adoção do sistema polonês. Atualmente, a CBV estuda a chance de usar um sistema similar, mas original da Itália. "A decisão da última temporada deu uma tranquilidade muito grande. A condução do jogo foi ótima, sem grandes problemas. A dúvida era tirada em segundos. Não abro mão disso", alerta Carlão.

Para ele, para atender perfeitamente às necessidades do vôlei brasileiro, nada mais justo do que o desenvolvimento de uma tecnologia dentro do país. "Seria algo que iria além de bolas dentro ou fora. Os lances na rede entrariam, por exemplo. Alguns lances não são mais possível de serem acompanhados pela visão e reflexo humano. O uso da tecnologia é fundamental", afirma.

Venda de ingressos Os ingressos para o jogo de sábado, ás 21h30, começam a ser vendidos na sexta-feira, em dois locais, pelo preço de R$ 10 (inteira). Entre 9h e 18h, nas bilheterias do poliesportivo (rua Rio Paraopeba, 1.200, Riacho das Pedras) e entre 9h e 17h na sede do Barro Preto (Rua Timbiras, 2.903). No sábado, a venda acontece somente no ginásio, a partir das 9h.