Por mais espaço em comissões, PT emperra votações

Apenas três dos 33 vetos foram votados no plenário ontem

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

Mãos atadas. Oposição se revezou no microfone para atrasar a tramitação das propostas em votação
Mila Milowski/cmbh - divulgação
Mãos atadas. Oposição se revezou no microfone para atrasar a tramitação das propostas em votação

A bancada do PT cumpriu a promessa de travar a pauta de votações da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) e dos 33 vetos do prefeito que estão emperrando a pauta do Legislativo, apenas três foram apreciados na sessão de ontem. Os petistas prometem continuar atrasando as atividades da Casa enquanto não conseguirem mais espaço em comissões temáticas importantes.

A Comissão de Orçamento e Finanças Públicas é a mais visada pelo PT, que solicita ao presidente da Câmara, Léo Burguês (PTdoB), três cadeiras das cinco disponíveis no colegiado. Em fevereiro, se amparando nas ausências dos parlamentares em sessões ordinárias, Burguês fez nova votação para redistribuir os assentos nas comissões, desrespeitando acordos feitos em 2013.

As armas mais poderosas utilizadas na plenária de ontem foram o microfone e o Regimento Interno da Casa. Mesmo durante a análise dos vetos de projetos simples, que propunham homenagear locais da cidade com “o nome de pessoas e de setores sociais importantes”, a bancada petista conseguiu gastar o tempo dos trabalhos se utilizando de discursos e de artigos regimentais que determinam a rediscussão das matérias.

Sempre que o presidente da sessão Wellington Magalhães (PTN) tentava prosseguir, opositores faziam uma fila para discursar. Quem mais se utilizou da estratégia foram Pedro Patrus (PT), Arnaldo Godoy (PT), Gilson Reis (PCdoB) e Juninho Paim (PT).

Depois de encerrada a atividade, Paim e Godoy se reuniram com o líder do governo Preto (DEM) e Léo Burguês para resolver o impasse. Segundo o vereador Leonardo Mattos (PV), que acompanhou a movimentação, a bancada petista será “atendida em relação às comissões e será recebida quinzenalmente pela presidência para dialogar”.

Godoy explicou que o acordo não está fechado. “Ofereceram reuniões quinzenais e a presidência da Comissão de Direitos Humanos, mas temos que ver se a bancada vai aceitar”.

Tramitação

Tática. Enquanto os vetos do Executivo não forem apreciados pelos parlamentares em sessões ordinárias, nenhuma proposição pode ser votada. O que gera atraso em outros projetos. Sexto membro irá para outro colegiado Depois de não conseguir na Justiça uma liminar para reaver seu cargo de presidente da Comissão de Orçamento, o vereador Jorge Santos (PRB) pode ser transferido para regularizar o colegiado, que hoje está com seis vereadores. Mesmo sem a presidência, Santos continuou na comissão, mas como Adriano Ventura (PT) conseguiu uma liminar para se manter na vice-presidência, o colegiado está irregular. Para sanar a questão, Santos pode ser remanejado por Burguês. (GR)

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