Dívidas: preciso acabar com elas

iG Minas Gerais |

Meu nome é Francisco, tenho 22 anos, sou estudante e, no momento, não estou trabalhando. Moro em Belo Horizonte há alguns meses e venho acompanhando sua coluna no jornal Super. Tenho uma dívida no cheque especial no valor de R$ 3.500 em um banco. Notei que os juros não estão nesse nível (10% a.m.), que você disse nos seus textos. Eles estão mais baixos, pois demorou alguns meses para chegar nesse valor. Essa dívida surgiu quando eu estudava em outra cidade. Meus pais tiveram alguns problemas e pararam de enviar dinheiro suficiente para as minhas despesas, o que fez com que eu recorresse ao cheque especial por vários meses. Para piorar a minha situação, ainda nessa outra cidade, comecei a namorar uma menina e, para impressioná-la, acabei gastando o que já não tinha. Essa minha dívida, que como está descrito acima é de R$ 3.500, está me tirando o sono. Acho válido lhe informar que ela cresceu assim devido aos juros, e não por causa dos gastos (meu limite era de R$ 1.000). Por favor, me responda o mais rápido possível. Preciso que você me ajude a encontrar uma saída para esse meu problema, que providências tomar, o que fazer... Enfim, tenho que dar um jeito nisso. E conto com sua colaboração. (Francisco/ Santa Mônica – BH) Francisco, primeiro é preciso fazer uma reflexão sobre o seu processo de endividamento. Ele teve origem a partir do desrespeito da lei mais importante da educação financeira: não se pode gastar mais do que se ganha. Você teve uma diminuição na renda devido aos problemas financeiros de seus pais, mas não buscou diminuir as despesas. Pelo contrário. Acabou ainda aumentando as despesas na busca de impressionar uma namorada. Resultado disso: teve de recorrer ao cheque especial como forma de financiar o seu desequilíbrio financeiro. O cheque especial tem como uma de suas principais características as altas taxas de juros cobradas pelos bancos. É o preço da facilidade. É uma linha de crédito que não exige nenhuma forma de aval ou garantia. E as altas taxas de juros acabaram por aumentar bastante a sua dívida. E quanto mais tempo você demora em equacioná-la, mais ela irá crescer. E como resolvê-la? O primeiro passo é verificar no seu orçamento mensal qual o valor disponível para quitar esse seu compromisso. Se hoje você está gastando tudo que ganha, não há possibilidade de conseguir resolver esse problema. O que tem de ser feito, então, é criar uma sobra em seu orçamento. Para tanto, você deverá abrir mão de algo que não seja essencial neste momento ou reduzir algumas de suas despesas. Um exemplo: você pode cortar ou diminuir os gastos com saídas. Criado o espaço no orçamento, já se pode pensar em atacar a dívida. O próximo passo é fazer uma negociação com o seu banco. Nessa negociação, você deverá buscar uma diminuição na taxa de juros e um parcelamento da dívida. Mas o valor de cada parcela não deve, em nenhuma hipótese, ultrapassar o valor que você separou no seu orçamento. Quanto mais alto o valor que você pode comprometer, mais rápida será a quitação. Um grande erro que você pode cometer é de aceitar uma proposta que não esteja de acordo com as possibilidades de seu orçamento. Pois, assim, você não conseguirá se ver livre das dívidas. Em pouco tempo, você terá criado uma nova dívida para pagar a anterior. E esse não é, definitivamente, o caminho! Neste mês, continuo com a promoção do livro “Meu Dinheiro”. Os interessados podem me enviar um e-mail que retorno com as indicações de como proceder. Mandem dúvidas e sugestões para o e-mail carloseduardo@harpiafinanceiro.com.br

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