Não representa o PMDB, mas vamos apoiá-lo, diz Alves

Presidente da Câmara expõe que escolha foi de Dilma, não da bancada

iG Minas Gerais |

Aécio disse ontem que seria uma honra ter FHC como vice na chapa
Jane de Araújo/Agência Senado - 25.6.2013
Aécio disse ontem que seria uma honra ter FHC como vice na chapa

Brasília. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), compareceu ontem à cerimônia de transmissão de cargo do novo ministro da Agricultura, Neri Geller (PMDB-MT), mas deixou claro que o comparecimento era em respeito ao ex-ministro Antônio Andrade (PMDB-MG), antecessor de Geller. A troca faz parte da reforma ministerial promovida pela presidente Dilma Rousseff, que procurou amenizar a atual crise com o partido aliado com indicações de nomes ligados ao PMDB. Alves fez questão de ressaltar que Geller não representa o partido no ministério. “Não é uma indicação da Câmara”, afirmou, indicando que sua presença ocorreu em “apreço ao ministro Toninho (Antônio Andrade), que está saindo”. Alves diz que o novo ministro terá seu apoio mesmo não atendendo à cota ministerial que o PMDB da Câmara teria direito no governo Dilma Rousseff. O partido abriu mão de indicar titulares para Agricultura e Turismo à revelia em razão da recusa de Dilma em aceitar nomes sugeridos pelo líder peemedebista na Casa, o deputado Eduardo Cunha (RJ). “Ele (Geller) é filiado ao PMDB e, pelo grande técnico que é e pelo trabalho que vai fazer, tem todo nosso apoio”, disse Alves. “Não posso deixar de reconhecer que foi uma boa escolha (de Dilma), que é um quadro do PMDB e teve apoio de todo o setor”, concluiu. A ausência de peemedebistas, como o líder Eduardo Cunha (RJ), deu o tom da cerimônia. Em seu discurso, Geller fez questão se de referir ao partido como “meu PMDB, o seu PMDB, Henrique Alves”. “Temos um compromisso com a nação e vamos caminhar com o Congresso Nacional”, emendou. “A nossa atuação vai ser pautada pela lealdade ao meu partido, ao meu Estado e ao meu setor, afirmou. O ministro disse ainda que “as indicações políticas (no ministério) vão permanecer” de acordo com critérios técnicos.

“O governo não gosta de ouvir”, critica Campos

São Paulo. Em mais um discurso crítico ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT), o governador Eduardo Campos (PSB-PE) disse que a gestão petista “passa a impressão de que não gosta de ouvir”. O comentário, feito ontem durante debate promovido pela revista “Carta Capital”, vem no esteio de uma série de críticas de setores da oposição de que a presidente teria um perfil autoritário. Campos, pré-candidato à Presidência da República, disse após o discurso que não é só ele, mas diversos setores que reclamam da “surdez” do governo. “As pessoas não querem mais aquele Estado pesado, que sabe de tudo e impõe regras. É preciso ter ouvido e, muitas vezes, o governo passa a impressão de que não gosta de ouvir. E ouvir é um talento também”, afirmou Campos.

Aécio adia lançamento para abril

Brasília. Previsto inicialmente para ocorrer no final deste mês em São Paulo, o lançamento da candidatura presidencial do senador Aécio Neves (PSDB-MG) será adiado e deverá ocorrer apenas depois da Semana Santa. A estratégia dos tucanos é lançar a candidatura do presidente nacional do PSDB na disputa pelo Planalto apenas após a propaganda partidária da legenda em rede nacional de rádio e TV ir ao ar. “O mecanismo eficiente para comunicar com a população é a televisão. Então é para preparar o terreno para que o lançamento seja feito em outro patamar”, afirmou o presidente estadual do PSDB em Minas e braço direito de Aécio, deputado federal Marcus Pestana. A primeira investida do PSDB junto aos eleitores será feita por meio dos comerciais com duração máxima de cinco minutos que serão divulgados em todo o país nos dias 8, 10, 12 e 15 de abril. No dia 17, será a vez da vinculação do programa de 10 minutos em horário nobre, em rede nacional de televisão. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave