Parreira diz que Brasil tem 'obrigação' de ganhar a Copa

Dirigente deixou a pressão de lado e afirma que seleção não sentira o peso da disputa em casa

iG Minas Gerais | Agência Estado |

Parreira mostrou-se ansioso antes e depois do sorteio da Copa do Mundo
Maurício Val/VIPCOMM
Parreira mostrou-se ansioso antes e depois do sorteio da Copa do Mundo

O coordenador técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, comandante da equipe do tetra, em 1994, afirmou nesta terça-feira que o Brasil tem a "obrigação" de ganhar a Copa do Mundo deste ano. Para ele, como o Mundial será no País, os donos da casa vão entrar em campo com a obrigatoriedade de apagar o Maracanazo e faturar o hexacampeonato.  "Pude presenciar na África do Sul como é importante a participação do torcedor, do povo, de todo mundo. O país se mobiliza em função da seleção. No Brasil não vai ser diferente. Até como uma intensidade muito maior, porque nós somos o 'País do Futebol'. Porque o País do Futebol perdeu a primeira Copa em casa e tem a obrigação de ganhar a segunda Copa em casa", opinou Parreira, em vídeo publicado no site da CBF. Ele, porém, garante que a seleção brasileira não sente o peso dessa responsabilidade e tem totais condições de atingir o objetivo no Mundial que começa em 12 de junho. "Isso nos dá uma responsabilidade muito grande, mas que não está nos atingindo. Estamos confiantes que o trabalho está sendo bem feito, bem conduzido", comentou. "Os jogadores estão imbuídos de ganhar a Copa em casa. Temos um time muito bom. Temos um goleiro que já foi considerado o melhor do mundo, os zagueiros, os laterais, os meias estão entre os melhores do mundo. Nossos atacantes estão no nível dos melhores do mundo. Temos um time muito bom e com vontade de ganhar a Copa", garantiu. Na entrevista ao site da CBF, Parreira disse que, depois de treinar equipes em cinco Mundiais, escolheu trabalhar na África do Sul em 2010 para sentir o gosto de comandar pela primeira vez o time da casa. "Há o envolvimento total do país, a responsabilidade que você tem, você passa a ser o foco central de tudo que acontece. As atenções estão todas voltadas para a seleção, para o técnico, para os jogadores. A cobrança é muito maior. E a gente gosta desse tipo de desafio."