Tiro causou morte de mulher arrastada por carro da PM no Rio

Depois de ter sido baleada, Cláudia foi colocada por policiais militares no porta-malas de uma viatura, que se abriu no trajeto até o Hospital Estadual Carlos Chagas

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

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Laudo preliminar da Polícia Civil constatou que a auxiliar de serviços gerais Cláudia da Silva Ferreira morreu em consequência de um dos dois tiros que recebeu durante ação policial no Morro da Congonha, em Madureira, no zona norte da cidade, na manhã do último domingo (16).

O laudo oficial com o atestado de óbito divulgado pela Polícia Civil confirma que a mulher já chegou ao hospital sem vida em razão da "laceração cardíaca e pulmonar de ferimento transfixante do tórax por ação perfurocortante". Depois de ter sido baleada, Cláudia foi colocada por policiais militares no porta-malas de uma viatura, que se abriu no trajeto até o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Presa ao porta-malas, ela foi arrastada por mais de 300 metros. O Instituto Médico-Legal (IML) fará perícias complementares no corpo da auxiliar de serviços gerais.

Em entrevista hoje (18), o governador Sérgio Cabral disse que os três policiais do 9º Batalhão da Polícia Militar, localizado em Rocha Miranda, também na zona norte da cidade, agiram “de forma repugnante, desumana e vão responder criminalmente pela barbárie cometida”.

O governador afirmou que a atitude dos policiais vai de encontro aos princípios básicos que devem nortear o comportamento da polícia, por isso eles não ficarão impunes. “O que nós vimos ali foi uma atitude completamente desumana: do atendimento à forma como ela foi colocada na viatura. A barbaridade da queda – enfim uma cena completamente abominável. E eles vão responder por isso. Não haverá impunidade. Eles já estão presos e vão responder por essa barbaridade”.

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