Defesa de Pistorius questiona fotógrafo e alega erros

Fotos do local onde a modelo morreu indicam que provas foram alteradas durante a investigação

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Oscar Pistorius, puts his hand to his face while listening to evidence from a witness speaking about the morning of the shooting in court on the fourth day of his trial at the high court in Pretoria, South Africa, Thursday, March 6, 2014.  Pistorius is charged with murder for the shooting death of his girlfriend, Reeva Steenkamp, on Valentines Day in 2013. (AP Photo/Marco Longari, Pool)
Associated Press
Oscar Pistorius, puts his hand to his face while listening to evidence from a witness speaking about the morning of the shooting in court on the fourth day of his trial at the high court in Pretoria, South Africa, Thursday, March 6, 2014. Pistorius is charged with murder for the shooting death of his girlfriend, Reeva Steenkamp, on Valentines Day in 2013. (AP Photo/Marco Longari, Pool)

A defesa de Oscar Pistorius no julgamento pelo assassinato da sua namorada, Reeva Steenkamp, que está sendo realizado em Pretória, na África do Sul, afirmou nesta terça-feira que as fotografias que a polícia tirou do local onde a modelo morreu indicam que provas foram alteradas durante a investigação do caso.

O oficial Bennie van Staden levou ao tribunal centenas de fotografias, incluindo algumas com manchas de sangue, cartuchos de munição e a arma que se encontrava no banheiro da residência de Pistorius, horas após a morte da namorada do atleta paralímpico, que ocorreu no dia 14 de fevereiro de 2013.

O advogado de Pistorius, Barry Roux, então, questionou os testemunhos anteriores de policiais, tentando encontrar contradições e mostrar erros para apoiar a sua alegação de que as autoridades manipularam a investigação ao não incluir algumas fotos no seu depoimento, além de questionar a cronologia delas.

Reeva perguntou a Van Staden sobre diferenças entre as imagens da arma de 9mm com que Pistorius disparou através da porta do banheiro e matou Reeva e a do bastão de críquete que o atleta paralímpico usou para golpear a porta.

O fotógrafo também aceitou que duas fotos da arma indicam que um tapete estava sob a arma também pode ter sido movido. O oficial disse que também tirou nove fotografias de Pistorius pouco depois dos tiros, nas quais se vê o atleta de pé com as suas próteses e com a bermuda manchada de sangue na garagem de sua casa.

Pistorius defende que matou Reeva acidentalmente ao atirar através da porta do banheiro depois de confundi-la com um intruso que tinha entrado em sua casa. Van Staden foi interrogado pelo segundo dia consecutivo por Roux sobre os detalhes de quando e onde tirou as fotos e os objetos que movimentou na casa de Pistorius.

O julgamento foi atrasado por uma hora nesta terça-feira para permitir que Van Staden pudesse levar os arquivos em que salvou as fotos. A defesa pediu na segunda-feira para levar os arquivos originais.

O depoimento do fotógrafo da polícia seguiu ao de um instrutor de tiro, que afirmou que Pistorius tentou comprar sete pistolas adicionais à de calibre 9mm que possuía para autodefesa e que usou para disparar em Reeva. Uma das armas que ele queria é uma versão civil do fuzil semiautomático utilizando pela polícia sul-africana, disse o especialista Sean Rens.

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