Júri de ex-policiais acusados de matar dois começa hoje

Suspeitos podem pegar até 33 anos de prisão

iG Minas Gerais | jhonny cazetta |

Jason Paschoalino é um dos acusados dos crimes
fotos crISTIANO TRAD - 28.2.11
Jason Paschoalino é um dos acusados dos crimes

Deve começar nesta terça-feira – mais de três anos após o crime – o júri popular dos dois ex-policiais militares acusados de matar o auxiliar de enfermagem Renílson Veriano da Silva, 39, e o sobrinho dele, Jeferson Coelho da Silva, 17, em operação policial no aglomerado da Serra, na região Centro-Sul da capital, em fevereiro de 2011. Além de responderem pelo duplo homicídio, Jonas David Rosa, 27, e Jason Ferreira Paschoalino, 28, também podem ser condenados por posse irregular de dois revólveres com numeração raspada e pegar até 33 anos de prisão cada.

O julgamento aconteceria em dezembro do ano passado. No entanto, devido a um pedido da defesa, que acrescentou novos documentos ao processo, foi adiado para hoje. A previsão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais é de que no julgamento, presidido pelo juiz Carlos Henrique Perpétuo Braga, sejam ouvidas as 17 testemunhas – 12 de defesa e outras cinco de acusação.

Na denúncia, o Ministério Público de Minas Gerais destaca que o crime causou grande comoção nos moradores do aglomerado e ocorreu “sem qualquer razão útil ou necessária”, e com uso de recurso “que impossibilitou por completo” a defesa da vítima.

Defesa. Em sua defesa, os soldados chegaram a dizer que encontraram no aglomerado cerca de 20 policiais do Grupo Tático de Operações Especiais (Gate) e da Polícia Militar (PM) usando fardas, quando começou um tiroteio entre policiais e suspeitos.

Apurações da corporação, no entanto, mostraram que os militares forjaram o tiroteio e usaram duas fardas de Jason para justificar a versão de que tio e sobrinho eram traficantes que, com uniformes militares, receberam a polícia a tiros.

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