Relatório questiona auditoria

iG Minas Gerais |

A associação Auditoria Cidadão da Dívida protocolou nesta segunda-feira no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) relatório questionando a auditoria feita pela empresa Ernest & Young nos contratos de concessão do serviço público de transporte coletivo da capital. Segundo a auditora fiscal Maria Eulália Alvarenga, a empresa não analisou a contabilidade das concessionárias de ônibus diretamente.

Conforme relatório da associação a pedido de movimentos sociais como o Tarifa Zero, não foi feita auditoria, mas apenas “verificação independente”, limitada ao exame de dados secundários fornecidos pelo sindicato das empresas de ônibus e pela Empresa de Transportes de Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), que contratou a Ernest & Young. Segundo o relatório, a verificação se baseou em pés.

“O levantamento dos custos e receitas é questionável, pois não se baseou em dados primários, como balanço contábil e registros financeiros (das concessionárias do serviço público)”, diz o relatório.

Para Maria Eulália, a decisão sobre o reajuste das tarifas de ônibus não pode ser tomada a partir da auditoria. “Há uma série de questionamentos. Eles falam que algumas catracas estão fora do padrão da BHTrans, mas o que significa isso?”. O promotor Eduardo Nepomuceno disse que vai analisar o documento protocolado o mais rápido possível.

O movimento Tarifa Zero, que pretende se juntar amanhã à greve dos metroviários, fará debate na próxima semana sobre o relatório da Auditoria Cidadão da Dívida. (JS/LC)

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