Enfermeira critica o ‘modismo’ do procedimento

iG Minas Gerais |

Mais da metade da população brasileira sofre com o sobrepeso, segundo o Ministério da Saúde. E o crescimento desse quadro tem levado ao aumento de cirurgias de redução do estômago sem necessidade, afirma a enfermeira Jussara Xavier Lima.

Ela teme que as cirurgias bariátricas virem um modismo. “Têm pessoas com 70 kg que estão operando. Alguns chegam a engordar para fazer o procedimento. E falta respeito com aqueles que realmente precisam”, diz.

Por outro lado, às terças e quintas-feiras, cerca de 70 pacientes de diversas partes dos país chegam ao Núcleo Mineiro de Obesidade, no bairro Caiçara, na região Nordeste da capital, em busca de uma solução para a obesidade mórbida.

Há 12 anos, Jussara criou a ONG para ajudar esses pacientes na realização das cirurgias bariátricas, que custam em média R$ 33 mil. Ela critica a atuação do governo na realização de operações pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2013, 71 cirurgias bariátricas foram feitas em Belo Horizonte, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

“Hoje atendemos 648 associados e, somente em 2013, ajudamos na realização de 90 cirurgias, sem qualquer ajuda do governo”, afirma Jussara, presidente do núcleo, que ficou oito anos na fila de espera da cirurgia. A ONG conta com profissionais voluntários e bazares para conseguir honrar com os custos de R$ 35 mil mensais da instituição. (LM)  

Agenda

Interior. No dia 29 de março, o Núcleo Mineiro de Obesidade vai realizar uma blitz contra a obesidade em Manhuaçu, na Zona da Mata. Veja a agenda completa em www.nuobesmg.org.br.

 

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