Sem opção, servidores fazem fila para esquentar a marmita

Unidades do restaurante com preços populares estão fechadas desde fevereiro

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda e Raquel Gondim |

Mudança de rotina. “O fechamento alterou muito a nossa rotina. Almoçava lá sempre. Agora, compro marmita. Mas quem traz de casa reclama da dificuldade para esquentar.”- Emerson Chaves Analista da Seabra
André Fossati
Mudança de rotina. “O fechamento alterou muito a nossa rotina. Almoçava lá sempre. Agora, compro marmita. Mas quem traz de casa reclama da dificuldade para esquentar.”- Emerson Chaves Analista da Seabra

Os servidores que trabalham na Cidade Administrativa, sede do governo mineiro, têm enfrentado um verdadeiro calvário na hora do almoço. Com o fechamento, em fevereiro passado, das duas unidades do restaurante Cook Pontual, o que oferecia os menores preços de refeição, a alternativa para a maioria tem sido levar a marmita de casa.

A saída, no entanto, gerou um novo problema: com o acúmulo de gente à procura dos micro-ondas, enormes filas para quem tenta esquentar a “quentinha” no intervalo do expediente. Conforme relatos de vários servidores, há dias em que o tempo de espera na fila das marmitas chega a quase meia hora. Há setores, segundo os funcionários, em que há apenas um micro-ondas para um andar inteiro de salas.

Erguida no bairro Serra Verde, numa região distante 18 km da capital e com comércio pouco estruturado, a sede do governo mineiro deixa os funcionários praticamente sem opções de restaurantes fora da estrutura. Ao todo, 17 mil servidores trabalham no local.

A reportagem de O TEMPO visitou a Cidade Administrativa na última quinta-feira e ouviu a reclamação dos servidores.

Os funcionários públicos questionam a falta de restaurantes a preços mais acessíveis, além de uma melhor estrutura para quem leva comida de casa. No Cook, o quilo da comida saía a R$ 18,63, com a opção de promoção de R$ 10 sem balança.

“Estamos vivendo o caos. Com os restaurantes fechados, às vezes tem até 50 pessoas na mesma copa para usar o micro-ondas”, reclama a funcionária Lúcia Mary. Já a servidora Júlia Lima diz que além de melhorar a estrutura, o governo deveria investir em opções de maior qualidade para os servidores. “Prefiro pagar a marmita, que é mais bem- preparada”, explica.

Momentâneo. A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) explicou que as dificuldades enfrentadas pelos servidores são temporárias. Segundo a assessoria da pasta, o contrato da Cook Pontual – que já foi alvo de ação do Ministério Público de Minas por suspeitas de irregularidades na licitação – terminou em 28 de fevereiro. Uma nova licitação foi feita e a vencedora MM Lanches Ltda. tem prazo até o fim de abril para começar a operar.

Ainda segundo a Seplag, no novo restaurante o quilo da refeição será mais barato: R$ 16,50. No total, a Cidade Administrativa tem 19 opções de alimentação para os servidores, o que inclui restaurantes, pizzaria e lanchonetes. Ontem, a assessoria de imprensa do governo não informou o preço médio cobrado pelas demais opções de self-service.

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