Araras rumo à Amazônia

Em coletiva ontem no Rio de Janeiro, diretor Carlos Saldanha e o ator Rodrigo Santoro falaram sobre a sequência

iG Minas Gerais | da redação |

De volta. Ao lado de Saldanha, Santoro afirma que “batia asas” durante a dublagem da animação
Fotos: Felipe Panfili/AgNews
De volta. Ao lado de Saldanha, Santoro afirma que “batia asas” durante a dublagem da animação

O ator Rodrigo Santoro, que dubla o personagem Túlio, o diretor Carlos Saldanha e os músicos Carlinhos Brown e Sérgio Mendes se reuniram no começo da tarde de ontem no Parque Laje, no Jardim Botânico, zona Sul do Rio, para apresentar a animação “Rio 2”, que será lançada no país no dia 27 de março. As informações são do portal G1.

Para encontrar a alma do personagem Túlio, Santoro contou que surgiu uma brincadeira no estúdio a partir da crença de que o personagem tem de conseguir falar o que ele denominou de “passarinhês”. “Por causa da ideia de ele (Túlio) acreditar que fala o que a gente chama de ‘passarinhês’, quando eu me via, estava batendo asa e tentando me comunicar com os pássaros. Eu dublei em português também. As inflexões em inglês são diferentes. Não adianta traduzir, tem que encontrar uma nova forma. Foi bem mais fácil fazer em português”, contou Santoro.

O ator disse ainda que aceitou imediatamente o convite do diretor para dublar novamente o personagem. “Quando eu fiz o primeiro, me diverti muito, nem tive o que pensar. Minha vontade foi de continuar brincando de tudo. É uma experiência muito prazerosa. É um exercício criativo quando você procura encontrar a alma do personagem através da voz”, afirmou o ator. “Tinha uma câmera na minha frente e o Carlos disse que era para eu continuar falando porque os animadores iriam pegar minhas expressões para o personagem. Foi incrível”, completou Santoro.

Referências. O filme mostra a família das araras-azuis Blu e Jade, adaptada ao conforto de uma residência na cidade do Rio de Janeiro com seus três filhos, em direção a uma aventura até a Amazônia, passando por todo o Brasil. A viagem pelo país começa quando Túlio e Linda aparecem na televisão afirmando que no Norte existem outras aves dessa espécie. “A gente se baseia em coisas que não só o brasileiro possa se conectar, como o estrangeiro possa entender. Coisas que caracterizam a influência da cultura brasileira na história. A gente não consegue fugir de coisas chaves”, disse Saldanha.

A animação tem o mesmo clima e alegria musical da primeira sequência. Desta vez, o diretor aborda ainda o desmatamento na região amazônica e, nesse paralelo, mostra Blu lidando com os rigores da vida na selva, sob o olhar de um sogro antipático e um possível rival na disputa pelo amor de Jade. “Rio 2” volta a ser protagonizado por Jesse Eisenberg (Blu) e Anne Hathaway (Jade), além de trazer as vozes de Jamie Foxx, Tracy Morgan, dentre outros.

Copa. Durante a coletiva, Carlos Saldanha afirmou que a realização da Copa do Mundo no Brasil não influenciou o filme. “Mesmo o futebol sendo proeminente no filme, não teve nenhuma relação com a Copa”, afirmou Saldanha.

O diretor disse ainda que, mais do que o primeiro filme, “Rio 2” é ainda “mais musical e menos centrado em samba e Carnaval”. “As coreografias nos musicais têm inspiração do carimbó, maracatu, ciranda e quadrilha junina, mesmo que pareçam com os musicais clássicos de Hollywood”, disse.

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