Destaque do Mineiro, Tchô quer manter bom futebol na fase decisiva

Com média de um gol por jogo, meia-atacante Tchô vira sensação do Campeonato Mineiro e sonha com final

iG Minas Gerais | FREDERICO RIBEIRO |

ESPORTES - Fotos de Guarani x America , no Estadio Fariao , em Divinopolis
FOTO : Assessoria AFC/Carlos Cruz  05.03.2014
Assessoria AFC/Carlos Cruz 05.0
ESPORTES - Fotos de Guarani x America , no Estadio Fariao , em Divinopolis FOTO : Assessoria AFC/Carlos Cruz 05.03.2014
Amor à primeira vista e, até agora, gols atrás de gols. Tchô encontrou, no América, um futebol primoroso. O Coelho, por sua vez, com as atuações de seu armador, conseguiu um heroico terceiro lugar geral e vai encarar o Atlético na semifinal do Campeonato Mineiro. O camisa 9 vive uma fase especial neste estadual e quer manter o ritmo para ser bem sucedido, agora, na fase decisiva do torneio.   "Sofremos muito no começo, o pensamento era de evitar rebaixamento. Agora conseguimos a classificação na garra e vamos, embalados com esse terceiro lugar, enfrentar o Galo. Jogo complicado, mas o time ganhou muita confiança com as vitórias seguidas. Contamos com esse crescimento recente para fazer uma boa semifinal e sonhar com a decisão e, também, com o título", disse Tchô, em conversa com o Super FC.   Responsável por três gols importantíssimos nas duas últimas apresentações alviverdes, o jogador já soma cinco gols em cinco jogos. A artilharia do torneio é possível, já que Mancini, com sete gols, não jogará mais pelo Estadual (O Villa ficou na sexta colocação). Tchô marcou os dois gols na vitória diante do Boa Esporte e carimbou a virada diante da Caldense.  "A minha meta não é ser artilheiro, mas estou muito feliz com essa fase de gols. Minha função é servir aos companheiros, mas balançar as redes é muito bom", analisou o jogador.   O jogador de 26 anos tinha começado um processo de rodagem no futebol brasileiro, com presenças instantâneas por Guaratinguetá e Bragantino (2012); Villa Nova e Figueirense (2013) e a Macaca (até fevereiro deste ano). Mesmo com uma carreira ainda oscilando, ganhou a confiança da diretoria do América e chegou para suprir duas carências no clube, como analisado pelo treinador Moacir Junior.   "O Tchô chegou muito bem ao América. Foi bem recebido pelo grupo e acabou suprindo carências que a gente nem esperava dele. Conseguiu dar qualidade ao passe final, às assistências e, ainda por cima, se destaca como aquele meia que chega na área e tem finalização certeira, com muita calma e técnica", afirmou Moacir Junior, à reportagem.   Para Marcus Salum, presidente do conselho gestor do América, a vinda de Tchô se assemelha ao começo da história de Rodriguinho, que conseguiu se destacar o suficiente para chamar a atenção de um gigante do futebol brasileiro, o Corinthians. Além disso, Salum acredita que o atual estágio da carreira de Tchô o ajuda a entender sua qualidade para a equipe. Fato esse que transforma a relação entre o clube e o atleta em um "casamento perfeito".   "A vinda dele foi muito importante. Estava desacreditado. Foi igual ao Rodriguinho, ninguém falava do jogador e trouxemos pois achávamos que ele estava maduro na carreira. O América teve a chance de trazê-lo antes, mas acho que acertamos o tempo da contratação em cheio. Ele está muito bem no clube. Foi um casamento perfeito", disse Salum, em contato com o Super FC.

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