Audiência pública discute aumento da violência na Serra do Cipó

Moradores de municípios da região estão preocupados com a crescente sensação de insegurança no local

iG Minas Gerais | Da redação |

MONSYERRA BATISTA/DIVULGAÇÃO
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Uma audiência pública pedida pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai discutir a violência na Serra do Cipó, na região Central do Estado. Localizado no município de Santana do Riacho, o destino é muito procurada por turistas e famoso por suas cachoeiras e vegetação preservada.

O grande fluxo de pessoas na região durante os fins de semana, feriados e períodos de férias tem feito aumentar a violência no local, o que tem causado preocupação aos moradores. A morte de um casal de advogados no mirante da serra em janeiro deste ano deixou a população com ainda mais medo.

Na audiência, além da segurança, os moradores vão discutir casos frequentes de cortes e baixa tensão no fornecimento de energia em Santa do Riacho. O objetivo do encontro é apontar soluções para reduzir a sensação de insegurança da população.

Foram convidados para a audiência representantes da administração municipal de Santana do Riacho, o secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz e o diretor-presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, entre outros.

O encontro acontece no dia 28 de março, sexta-feira, na quadra coberta da Escola Estadual Francisca Josino, na Serra do Cipó.

Caso de repercussão

Em 3 de janeiro deste ano, o casal de advogados Alexandre Werneck de Oliveira, de 46 anos, e Lívia Viggiano Rocha Silveira, de 39, foi assassinado por assaltantes no mirante da Serra do Cipó, que fica no município em Conceição do Mato Dentro.

Os corpos das vítimas foram jogados no leito do rio Santo Antônio e encontrados cinco dias após o crime. Os criminosos pretendiam roubar o carro de Oliveira, que acabou abandonado e incendiado em uma estrada.

Após semanas de investigação, a Polícia Civil prendeu os suspeitos, que confessaram o assassinato do casal. Eles foram indiciados por latrocínio (roubo seguido de morte), estupro e ocultação de cadáver. 

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