MPMG cobra medidas de combate ao racismo nos estádios mineiros

Cuidado se deve ao fato ocorrido no dia 9 de março, em Patos de Minas; na ocasião, um torcedor do Mamoré cometeu injúria racial contra um atleta do Uberlândia

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Nas últimas semanas, casos de racismo no futebol transformaram-se em motivo de intenso debate sobre as medidas de caráter punitivo que devem ser impostas a clubes e torcedores. No entanto, ações preventivas  podem ser a solução. Na tarde desta segunda-feira, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) reuniu-se com representantes da Federação Mineira de Futebol (FMF) para apresentar um documento com medidas educacionais, preventivas e sancionatórias de combate ao racismo nos estádios.

O MPMG ainda cobra da FMF um plano concreto de ação em que fique claro a luta da entidade contra todas as formas de racismo e discriminação por parte de jogadores, dirigentes, funcionários e torcedores.

Entre outras medidas estaria incluído ainda a "disponibilização de um funcionário para cada partida de suas competições oficiais, encarregado de identificar/registrar atos potenciais de racismo ou discriminação, com o propósito de aliviar a pressão sobre os árbitros e facilitar a avaliação de evidências para tomada de decisão no âmbito da Justiça Desportiva e da Justiça Comum; e insira, nos regulamentos de todas as competições por ela promovidas, dispositivos específicos contemplando as sanções a serem impostas aos clubes por eventuais atos discriminatórios, desdenhosos ou ultrajantes, relacionados a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou com deficiência, praticados por seus torcedores, jogadores, funcionários ou dirigentes, tais como suspensão, multa, perda de pontos e até exclusão da competição, conforme a gravidade da ofensa e eventual reincidência".

Em nota oficial, o Ministério Público de Minas Gerais ainda estabeleceu que a FMF terá 30 dias para entregar um relatório explicitando cada medida adotada em relação às recomendações.

O cuidado do órgão estadual se deve ao fato ocorrido no dia 9 de março, em Patos de Minas. Na ocasião, em uma partida do Módulo II do Campeonato Mineiro, um torcedor do Mamoré cometeu injúria racial contra um atleta do Uberlândia.