Associação protocola relatório contra a auditoria feita pela BHTrans

A associação Auditoria Cidadão da Dívida foi até o Ministério Público reclamou que a empresa não analisou diretamente a contabilidade das concessionárias de ônibus. O objetivo do relatório é exigir a devida transparência do orçamento fiscal.

iG Minas Gerais | Joana Suarez |

A associação Auditoria Cidadão da Dívida protocolou nesta sexta-feira (17) no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) um relatório questionando a auditoria feita pela empresa Ernest & Young nos contratos de concessão do serviço público de transporte coletivo da capital. Segundo a auditora fiscal Maria Eulália Alvarenga a empresa não analisou diretamente a contabilidade das concessionárias de ônibus. O objetivo do relatório é exigir a devida transparência do orçamento fiscal.    Conforme o relatório feito pela associação, à pedido de movimentos sociais como o Tarifa Zero, não foi feita uma auditoria mas apenas uma “verificação independente” limitada ao exame de dados secundários fornecidos pela Empresa de Transportes de Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), que contratou a Ernest & Young, e pelo sindicato das empresas de ônibus. Ainda de acordo com o relatório, a verificação dos custos operacionais, das receitas com tarifas, dos investimentos em veículos se baseou em dados como pesquisas de mercado sem verificar a contabilidade e a movimentação bancária das concessionárias do serviço público.    “O levantamento dos custos e receitas é questionável pois não se baseou em dados primários como balanço contábil e registros financeiros”, concluiu o relatório. Não teria sido feita a análise do fluxo bancário e financeiro, de dinheiro em espécie, das empresas de ônibus sendo que muitos passageiros pagam em dinheiro. A associação também questiona o porquê da empresa Ernest & Young impor restrições para que eventuais dúvidas da sociedade possam ser respondidas.    Para Maria Eulália, a decisão sobre o reajuste das tarifas de ônibus não pode ser tomada a partir desta auditoria. Algumas cifras, segundo ela, têm discrepância de valores. “Não se pode fazer um uma análise como essa por amostragem. Há uma série de questionamentos. Eles falam que algumas catracas estão fora do padrão da BHTrans, mas o que significa isso?”.    O movimento Tarifa Zero, que pretende se juntar amanhã à greve dos metroviários, via realizar um debate na próxima semana sobre o relatório da Auditoria Cidadão da Divida. 

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