Desligados, relógios urbanos só voltarão às ruas depois da Copa

Inoperantes desde o início do mês, todos os 350 aparelhos eletrônicos deverão ser retirados em até 60 dias; quantidade também cairá para 200

iG Minas Gerais | Fábio Corrêa |

CIDADES BH MG: OS RELOGIOS ELETRONICOS QUE TEMOS ESPALHADOS PELA CIDADE ESTAO TODOS DESLIGADOS. ( PREFEITURA ESTA TROCANDO A EMPRESA).AV OLEGARIO MACIEL NA PRACA DA ASSEMBLEIA.

FOTOS: DENILTON DIAS / O TEMPO / 17.03.2014
DENILTON DIAS /O Tempo
CIDADES BH MG: OS RELOGIOS ELETRONICOS QUE TEMOS ESPALHADOS PELA CIDADE ESTAO TODOS DESLIGADOS. ( PREFEITURA ESTA TROCANDO A EMPRESA).AV OLEGARIO MACIEL NA PRACA DA ASSEMBLEIA. FOTOS: DENILTON DIAS / O TEMPO / 17.03.2014

Belo Horizonte não terá, durante a Copa do Mundo, os habituais relógios urbanos. Inoperantes desde o início de março, todos os 350 aparelhos eletrônicos deverão ser retirados em até 60 dias pela empresa responsável por sua manutenção, cujo contrato de concessão com a prefeitura se encerrou em março do ano passado. A notificação sobre a retirada foi publicada no “Diário Oficial do Município” (DOM) do último sábado.

Os atuais aparelhos serão substituídos por novos relógios, com materiais mais resistentes, e a quantidade cairá para 200. O objetivo é diminuir a poluição visual. A previsão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, no entanto, é de que eles sejam instalados somente no segundo semestre.

Até lá, quem já se acostumou a ter os relógios eletrônicos como referência precisará encontrar uma nova maneira de consultar as horas e a temperatura no meio da rua. “O relógio faz muita falta. O tempo todo tem alguém olhando. Até achei que eles estavam estragados”, diz a vendedora Jaqueline dos Santos, 27, que trabalha na região central.

Perto dali, o conferente de cargas Adalto da Silva, 38, também reclamou do desligamento. “Eu não ando com relógio e nem com celular. Agora mesmo precisei olhar as horas e não consegui. É ruim pra muita gente”, criticou.

O desligamento dos relógios foi consequência de uma briga judicial entre a empresa que perdeu a última licitação, realizada em setembro de 2012, e a prefeitura. Como a atual empresa, a Cemusa, já havia ficado responsável pelos aparelhos durante dez anos – desde março de 2003 –, a renovação do contrato foi questionada. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento, uma nova consulta pública será lançada nos próximos dias, e o primeiro edital deverá estar disponível em menos de um mês. A vencedora da licitação terá de investir R$ 26 milhões, e o contrato terá a duração de 25 anos. Além de retirar os aparelhos, a Cemusa terá de reformar as calçadas e entregá-las à prefeitura no estado original.

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