Banco do Brasil emite nota e exige esclarecimento de denúncias

Entidade financeira condiciona a permanência de seu apoio à CBV à imediata adoção de medidas corretivas

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Alexandre Arruda/CBV
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Depois de ver seu nome envolvido em sérias denúncias de corrupção, na relação que mantém com a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), o Banco do Brasil emitiu nota exigindo esclarecimento da entidade responsável pela modalidade.

Segundo matérias da emissora ESPN Brasil, intermediários receberam R$ 20 milhões nos contratos entre o banco e a CBV. Estes seriam dirigentes da confederação, que teriam ligação com Ary Graça, atual presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e mandatário da CBV na época.

Confira a nota, na íntegra:

Em relação às denúncias envolvendo a Confederação Brasileira de Vôlei, o Banco do Brasil esclarece que não irá compactuar com qualquer prática ilegal, ou que seja prejudicial ao esporte, eventualmente cometida pelas entidades com quem mantém contratos de patrocínio. O Banco condiciona a manutenção do apoio ao vôlei ao pronto esclarecimento dos fatos denunciados e à imediata adoção de medidas corretivas.

O Banco do Brasil já solicitou esclarecimentos à CBV imediatamente após a divulgação dos primeiros fatos e aguarda as respostas da entidade para avaliar os desdobramentos relativos ao contrato de patrocínio.

Apesar de não ter responsabilidade legal ou contratual para fiscalizar a aplicação dos recursos do patrocínio, o Banco do Brasil entende que é necessário a CBV adotar novas práticas de gestão que tragam mais transparência para a aplicação dos recursos e, por exemplo, vedem a contratação de empresas que eventualmente tenham como sócios dirigentes da Confederação.

O Banco do Brasil apoia o vôlei brasileiro há 23 anos, período em que o Brasil, nesta modalidade esportiva, conquistou 19 medalhas olímpicas e mais de 50 títulos mundiais na quadra e na areia, em todas as categorias.