Após referendo na Crimeia, Obama ameaça novas sanções contra a Rússia

O presidente dos EUA salientou que o governo tem autoridade para aplicar ações contra funcionários do setor de armas da Rússia e apoiadores dos russos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Chanceler brasileiro vai aos EUA para tratar de espionagem
AP
Chanceler brasileiro vai aos EUA para tratar de espionagem

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta segunda-feira (17) que as sanções impostas hoje pelo país contra autoridades russas deixam claro "que há consequências para as suas ações" na Crimeia. Obama afirmou estar se mobilizando para "aumentar o custo" para a Rússia e alertou que mais pessoas podem enfrentar punições financeiras. "Se a Rússia continuar interferindo na Ucrânia, estamos prontos para impor novas sanções", afirmou.

Ele acrescentou que ainda acredita na possibilidade de uma resolução diplomática para a crise e que as sanções serão calibradas se a Rússia aumentar ou reduzir o seu envolvimento na Ucrânia. "Mas, ao longo desse processo, nos manteremos firmes em nosso inabalável apoio à Ucrânia."

O presidente dos EUA salientou que o governo tem autoridade para aplicar sanções contra funcionários do setor de armas da Rússia e apoiadores dos russos se Moscou não buscar uma solução diplomática para a crise ucraniana.

Nesta segunda-feira, o governo norte-americano congelou ativos de sete autoridades russas, incluindo consultores do presidente da Rússia, Vladimir Putin, por apoiar o referendo na Crimeia, no maior movimento de sanções contra a Rússia desde o fim da Guerra Fria. O Departamento do Tesouro também impôs sanções contra quatro ucranianos envolvidos no esforço separatista, incluindo o ex-presidente Viktor Yanukovich.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave