Assaltos aterrorizam comunidade escolar

Nos últimos 15 dias, pelo menos seis pessoas foram roubadas

iG Minas Gerais | Bárbara Ferreira |

Vulneráveis. 
Bandidos aproveitam um beco perto da escola para realizar os crimes
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Vulneráveis. Bandidos aproveitam um beco perto da escola para realizar os crimes

Pais e alunos têm vivido uma rotina de preocupação e medo devido a uma série de assaltos no entorno da Escola Estadual Helena Guerra, que fica no bairro Eldorado, em Contagem, na região metropolitana da capital. Mesmo durante o dia, os bandidos não hesitam e se aproveitam de um beco, que é usado como atalho pelos estudantes, para realizar os roubos. Segundo as vítimas, somente nos últimos 15 dias, pelo menos seis pessoas foram roubadas.

A população local denuncia a falta de policiamento na região da escola, e a direção da instituição já entrou em contato com o comando da 26ª Companhia da Polícia Militar (PM), responsável pelo policiamento da área. Conforme o major Cleber Augusto de Souza, comandante da unidade, ele orientou os responsáveis a marcar uma reunião depois do Carnaval, mas ele ainda aguarda um retorno.

“Não tenho como lançar policiamento em todas as escolas da região no horário da saída. Não há efetivo suficiente para atender a todas as escolas. Mas garanto que a rua do (colégio) Helena Guerra está no trajeto das viaturas de bairro”, explicou o major.

Enquanto as autoridades não encontram uma solução, os alunos e seus pais vivem inseguros. “Comecei a tomar meus próprios cuidados. Deixei de andar com documentos e cartões. Temos muitos becos nas proximidades, e eles usam esses espaços para os crimes”, contou a professora Andréa Carneiro, 48. Ela trabalha há dez anos na escola Helena Guerra e disse que nunca viu uma onda de violência como essa nos arredores da instituição. “Antes, os casos eram restritos às turmas noturnas. Agora, os bandidos também agem durante o dia”.

Uma das vítimas é o estudante Pedro Henrique Ribeiro Simões, 14. Ele e outros dois colegas foram assaltados há 15 dias quando saíam do colégio. Ele contou que um homem abordou o grupo e, afirmando estar armado, ordenou que eles entregassem os celulares. Simões disse que teve medo e não reagiu. Já os colegas correram e não tiveram prejuízos.

A reportagem entrou em contato com a direção do colégio, mas foi informada que a resposta seria repassada pela Secretaria de Estado de Educação (SEE). Segundo a assessoria da SEE, a Superintendência Regional de Ensino afirmou que o local já conta com uma patrulha escolar, mas que foi pedido um reforço junto à PM.

Flash

A autônoma Gislaine Ribeiro Simões, mãe de uma das vítimas, já procurou a escola para falar sobre a situação, mas disse que não viu reforço policial.

Patrulha

Presença. Um aluno da escola Helena Guerra, de 16 anos, disse à reportagem que são raras as viaturas na região. Na última quarta-feira, quando O TEMPO esteve no local, uma viatura passou na área.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave