Fúria ‘vacinada’ defende hegemonia

Campeã mundial e bi europeia, Espanha perdeu o título da Copa das Confederações para o Brasil

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

“Jogar uma Copa é uma ocasião especial. Tive sorte por estar em duas, e a Copa no Brasil é muito importante para mim. Nós somos os atuais campeões do mundo, e vamos fazer de tudo para mantermos o título.” - Andrés Iniesta, meia da Espanha
Kathy Willens/AP
“Jogar uma Copa é uma ocasião especial. Tive sorte por estar em duas, e a Copa no Brasil é muito importante para mim. Nós somos os atuais campeões do mundo, e vamos fazer de tudo para mantermos o título.” - Andrés Iniesta, meia da Espanha

Mesmo mantendo praticamente todo o time campeão do mundo, a Espanha sabe – e já sofreu na prática – que não vai ser fácil sustentar o título na casa do país do futebol. Em 2013, tomou 3 a 0 do Brasil na final da Copa das Confederações e viu uma invencibilidade de três anos e 29 partidas cair por terra no Maracanã. Os mais recentes títulos espanhóis são incontestáveis, mas foram ganhos em territórios com pouca tradição: Eurocopa 2008 na Áustria e Suíça, Copa 2010 na África do Sul e Eurocopa 2012 na Ucrânia. Mas, há de se lembrar que a melhor colocação da Fúria antes do título, há quatro anos, foi exatamente no Brasil, em 1950, quando terminou em quarto lugar. A seleção do técnico Vicente del Bosque é líder do ranking da Fifa desde 2008. Seu futebol é marcado pelo toque de bola, o famoso tiki-taka, um estilo de jogo que confunde a marcação adversária e depende do talento de seus jogadores. E não faltam craques para isso: Iniesta, Fáregas, Xavi, David Villa são só algumas amostras. A falta de um jogador de área, no entanto, criou um capítulo de discórdia, que envolveu sentimentos nacionalistas. O atacante brasileiro Diego Costa foi ainda jovem para a Espanha, se naturalizou espanhol, virou goleador do Atlético de Madrid e, diante das poucas chances na seleção brasileira de Luiz Felipe Scolari, preferiu disputar a Copa pela seleção espanhola. Outro brasileiro que pode pintar no time é o meia Thiago Alcântara, filho do ex-jogador Mazinho Passeio. A Espanha não teve dificuldades para se classificar para a Copa, em um grupo que tinha a também campeã mundial França. Foram seis vitórias e dois empates. A Fúria, aliás, aumentou para 53 o número de partidas sem derrota nas Eliminatórias, a maior sequência de todos os tempos. O último revés aconteceu em março de 1993.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave