Envolvidos já se conheciam

Secretário de Comunicação do Cefet-MG e jornalista atuaram na mesma instituição em 2011

iG Minas Gerais | Luiza Muzzi |

Histórico. Os jornalistas teriam trabalhado juntos em Machado, no Instituto Federal do Sul de Minas
Divulgacao / IFSul de Minas
Histórico. Os jornalistas teriam trabalhado juntos em Machado, no Instituto Federal do Sul de Minas

A proximidade entre o jornalista recém-nomeado no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e o atual secretário de Comunicação Social da instituição, bem como uma série de dispensas e designações de cargos no setor, são indícios de que pode ter havido um rearranjo administrativo para beneficiar a admissão de um candidato no local, conforme afirma denúncia enviada à Controladoria Geral da União (CGU) em outubro do ano passado.

Segundo colocado para uma vaga do concurso público do Instituto Federal (IF) Goiano, o jornalista Gilberto Todescato Telini foi nomeado, no dia 16 de outubro do ano passado, para um cargo no Cefet-MG. Ele foi admitido dias depois da publicação do edital do concurso público para preenchimento de vagas na instituição, incluindo uma de jornalismo.

Apesar de não ser o diretor do setor à época, o jornalista Luiz Eduardo Pacheco dos Santos, conterrâneo e ex-chefe de Telini, ocupava a função de secretário adjunto de Comunicação Social, conforme publicações do “Diário Oficial da União”. Segundo os documentos, Santos foi nomeado secretário em janeiro de 2013, mas dispensado do cargo em março, quando assumiu a função de secretário adjunto. Seu retorno ao cargo de direção aconteceria apenas em dezembro, dois meses após a admissão de Telini.

Os dois teriam trabalhado juntos no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais, em Machado. No site da instituição, é possível encontrar notícias, do ano de 2011, assinadas em conjunto por eles. Telini aparece como estagiário e Santos, como jornalista da instituição. “Eu fui habilitado em um concurso público federal de provas e títulos e que estava disponível para aproveitamento, já previsto no próprio edital, para qualquer instituição federal do Brasil. Agora, se houve erro administrativo na minha nomeação, eu não posso responder”, disse Telini à reportagem de O TEMPO.

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