Vento soprando a favor

“Joia Rara”, atual folhetim das seis, marca fase de estabilidade na carreira de Cristiane Amorim

iG Minas Gerais | luana borges |

“Agora, tenho uma personagem que está me dando destaque e credibilidade. Era isso que eu queria na minha carreira”
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
“Agora, tenho uma personagem que está me dando destaque e credibilidade. Era isso que eu queria na minha carreira”

Cristiane Amorim precisou ser obstinada. Baiana e com 22 anos de carreira no teatro, a Zefinha de “Joia Rara” teve de, praticamente, começar do zero quando decidiu investir na televisão. Vendeu o pouco que tinha – um carro velho – e se mudou para o Rio de Janeiro, há dez anos, mesmo sem ter qualquer possibilidade de trabalho em vista.

Até conseguir estrear nas novelas, entre uma participação especial e outra, fez de tudo um pouco para se sustentar. Trabalhou como garçonete, hostess, pesquisadora de campo e vendedora de loja. Foi depois de uma participação em na série “As Cariocas” que conheceu Amora Mautner e foi convidada, posteriormente, pela diretora para interpretar a Janaína de “Cordel Encantado”.

O desempenho na trama de 2011, inclusive, fez com que Cristiane fosse chamada novamente para a novela seguinte das autoras Duca Rachid e Thelma Guedes. “Agora, tenho uma personagem que está me dando destaque e credibilidade no meio artístico. Esse trabalho nem acabou e já tenho possibilidade de outros. Era isso que eu queria na minha carreira: um pouco mais de estabilidade”, comemora.

O fato de ser baiana de Amargosa, cidade no interior do Estado, facilitou a criação da personagem para Cristiane. Afinal, Zefinha também é nordestina e resolve se mudar para o Rio de Janeiro atrás de melhores oportunidades de vida. Por isso, a atriz não precisou amenizar seu sotaque. Pelo contrário. Carregou ainda mais em algumas palavras e pegou referências de diferentes Estados da região Nordeste, como Ceará e Pernambuco. “Coloco um ‘visse’ e boto o ‘r’ no lugar do ‘v’. Em vez de falar ‘você vai’, a Zefinha fala ‘você rai’’”, explica, aos risos. O único aspecto que exigiu um pouco mais da observação de Cristiane Amorim foi o mau-caráter do papel. “Tirei totalmente da vida. A gente encontra isso a cada esquina”, constata a atriz. Preferências Ator: Marcos Caruso Atriz: Zezé Polessa Música: MPB Cantor: Gilberto Gil Cantora: Ivete Sangalo Autor: Adriana Falcão Diretor: Amora Mautner Humorista: Bruno Mazzeo, Marcelo Adnet e Fábio Porchat Que novela gostaria que fosse reprisada: “Roque Santeiro”, de 1985 Que papel gostaria de representar: Queria fazer a viúva Porcina, de ‘Roque Santeiro’, e a Perpétua, de ‘Tieta’ Filme: Amo os filmes de Pedro Almodóvar

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